Vereador do PL é preso por ajudar facção criminosa TCP na Baixada Fluminense
Data: 25 de novembro de 2025
O vereador Ernane Aleixo (PL) de São João de Meriti foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (25) durante a Operação Muro de Favores, acusado de ser um verdadeiro sócio do Terceiro Comando Puro (TCP).
A investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) revelou algo que já sabíamos: políticos usando seus cargos para beneficiar grupos criminosos em troca de poder e dinheiro. Aleixo, que está no quinto mandato consecutivo, não apenas oferecia apoio logístico ao TCP, como chegou ao cúmulo de discutir o fornecimento de equipamentos para construir barricadas que impedem a entrada da polícia nas comunidades.
À imprensa, o delegado Vinícius Miranda detalhou como funcionava esse esquema nojento: “O traficante havia solicitado uma retroescavadeira. O político fala que não tinha como fornecer essa retroescavadeira, mas podia fornecer outro material. Seria, no caso, um martelete, para, na expressão utilizada pelo próprio traficante, ‘rasgar a rua'”.
O currículo de um político “íntegro”
Ironicamente, Aleixo se vendia como “homem íntegro, honesto e cumpridor dos seus deveres” em sua biografia oficial. Nascido em Duque de Caxias em 1968, construiu sua carreira política em São João de Meriti desde 2008, sempre se apresentando como “cristão e do povo”. Enfim, o típico ‘cidadão de bem’.
Barricadas físicas e políticas
A Operação Muro de Favores faz parte da estratégia “Barricada Zero”, que busca derrubar os obstáculos que impedem o acesso das forças de segurança e serviços públicos às comunidades. Os investigadores descobriram que Aleixo usava sua influência para intermediar benefícios e empregos em troca de apoio eleitoral. Na prática, transformou seu mandato numa agência de empregos para criminosos. Durante a operação, foram apreendidos R$ 50 mil em espécie na casa do vereador , dinheiro que certamente não veio de seu salário público.
A defesa do indefensável
Como era esperado, os advogados de Aleixo chamaram as acusações de “graves”, mas garantiram que o vereador está “tranquilo”.
A Câmara de Meriti, por sua vez, soltou uma nota protocolar falando em “cautela” e “devido processo”.




