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Trump diz que “gosta” de Lula após conversa sobre tarifas e combate ao crime

Data: 2 de dezembro de 2025

Donald Trump saiu da conversa com Lula nesta terça-feira declarando que “gosta” do presidente brasileiro. Os dois bateram um papo de 40 minutos por telefone, e o americano fez questão de elogiar o petista na frente dos jornalistas. #bolsonarista pira

“Tivemos uma conversa muito boa. Eu gosto dele, muito bom”, disse Trump, que não costuma economizar nas críticas quando não aprova alguém. O tom amigável chama atenção, especialmente considerando que os dois já tiveram seus desencontros no passado.

O assunto principal foi comércio, mais especificamente as tarifas que os Estados Unidos ainda mantêm sobre produtos brasileiros. Lula aproveitou para fazer um lobby direto, pedindo para Trump tirar as sobretaxas que ainda pesam no bolso dos exportadores daqui.

O Brasil fornece boa parte da carne bovina que chega aos pratos americanos, e esse produto já sofreu com as políticas protecionistas de Trump. Em novembro, parte das tarifas foi retirada, mas ainda sobram algumas que incomodam o agronegócio brasileiro.

Trump até mencionou que seu governo fez uma “mágica” para baixar o preço da carne nos Estados Unidos. Coincidência ou não, essa mágica aconteceu justamente quando as tarifas sobre a carne brasileira foram reduzidas.

Lula não perdeu tempo e classificou como “muito positiva” a decisão americana de retirar a tarifa adicional de 40% que atingia carne, café e frutas. Mas o presidente brasileiro deixou claro que outros produtos ainda estão na mira das sobretaxas e que isso precisa ser resolvido rapidinho.

A conversa também entrou em um terreno mais delicado: o combate ao crime organizado internacional. Lula falou sobre as operações que o governo federal tem feito para “asfixiar” financeiramente as facções criminosas, incluindo grupos que operam do exterior.

Trump demonstrou interesse no assunto e garantiu “total disposição” para trabalhar junto com o Brasil contra essas organizações. O americano prometeu apoio às iniciativas bilaterais para enfrentar o crime organizado, o que pode significar mais cooperação entre as polícias dos dois países.

O presidente americano também tocou no assunto das sanções que impôs a autoridades brasileiras, sem entrar em detalhes sobre quais medidas ou contra quem. Trump apenas disse que as sanções estavam relacionadas a “certas coisas que aconteceram”.

Os dois presidentes concordaram que precisam conversar mais vezes sobre esses temas. Tanto as questões comerciais quanto a cooperação contra o crime devem render novos papos em breve.

A ligação mostra que, apesar das diferenças ideológicas gritantes entre os dois, existe espaço para diálogo quando os interesses se alinham. Trump precisa de produtos brasileiros para manter os preços baixos nos Estados Unidos, e Lula quer facilitar a vida dos exportadores daqui.

O tom cordial da conversa pode indicar que a relação Brasil-Estados Unidos deve seguir um caminho mais tranquilo nos próximos anos, pelo menos nos aspectos comerciais e de segurança. Resta ver se essa lua de mel diplomática vai durar quando outros assuntos mais polêmicos entrarem em pauta.

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