Polícia Federal afirma que orçamento secreto não acabou com a saída de Artur Lira
Data: 12 de dezembro de 2025
Ah, meu amigo, você achava que com a mudança de comando na Câmara dos Deputados o orçamento secreto tinha virado página de história? Pois pode tirar o cavalinho da chuva porque a Polícia Federal acabou de jogar um balde de água fria nessa ilusão. A operação de hoje contra Mariângela Fialek, a famosa “Tuca”, mostra que o esquema continua firme e forte na gestão do Hugo Motta, como se fosse uma herança maldita que passa de presidente para presidente.
A PF analisou as mensagens da Tuca e descobriu que ela não só continuou no esquema depois que o Lira saiu, como manteve o mesmo papel de sempre: centralizar o controle das emendas parlamentares sem dar satisfação para ninguém.
E aqui vem o detalhe que deveria fazer todo mundo perder o sono: segundo a investigação, esse controle das emendas não era bagunça ou desorganização, como alguns tentavam fazer parecer. Era um sistema milimetricamente planejado, onde a Tuca sabia exatamente quais parlamentares e partidos iam receber dinheiro, e tudo isso era “rigidamente reportado internamente na Câmara”. Sim, você ouviu certo, havia relatórios internos sobre quem ganhava e quem ficava de fora do esquema.
O ministro Flávio Dino, que autorizou a operação, foi cirúrgico na decisão. Ele deixou claro que os indícios apontam que a Tuca seguiria “atendendo aos interesses de Arthur Lira” mesmo depois que ele deixou a presidência. Ou seja, estamos falando de um governo paralelo dentro da Câmara, onde quem realmente mandava nas emendas não era o presidente oficial, mas sim essa assessora que virou peça-chave do esquema.
Agora vem a parte que mais me indigna nessa história toda. A PF encontrou elementos que mostram tentativas de “perpetuação do esquema” na nova gestão, mas a decisão não detalha quais são esses elementos. Isso significa que há muito mais coisa por baixo dos panos, e provavelmente vamos descobrir nos próximos capítulos dessa investigação. O que já sabemos é suficiente para entender que o orçamento secreto é um problema institucional que se enraizou na Câmara.
A operação de hoje não é só sobre uma assessora ou sobre emendas mal distribuídas. É sobre como o poder público brasileiro foi sequestrado por um esquema que transformou recursos que deveriam servir ao povo em moeda de troca política. E o mais grave: esse esquema sobreviveu à mudança de gestão porque criou raízes profundas na estrutura da Casa. É como um câncer que se espalhou e agora precisa ser extirpado com bisturi, não com band-aid.




