Vete, Presidente. Apenas vete. Com a democracia não se negocia
Data: 18 de dezembro de 2025
Presidente Lula, a caneta está na sua mão. E com ela, o peso de uma das decisões mais importantes do seu governo. Não há espaço para cálculo político, para acordos de corredor ou para falsas promessas de “pacificação”. A única ação digna, a única resposta à altura da história e do seu mandato, é o veto total e irrestrito ao Projeto de Lei da Anistia Disfarçada.
Vamos ser claros, sem meias palavras, sobre quem essa lei pretende beneficiar. Não estamos falando de manifestantes iludidos. Estamos falando de gente que tentou explodir uma bomba no aeroporto de Brasília. Estamos falando de gente que invadiu e depredou a Praça dos Três Poderes, quebrando o patrimônio do povo brasileiro e defecando na nossa história. Estamos falando de gente que planejou abertamente seu assassinato, que tramou o fim do Estado Democrático de Direito e que usou a violência como método político.
Com esse tipo de gente não há conversa, não há acordo, não há “pacificação”. A única resposta possível do Estado é a lei, em sua forma mais firme e exemplar. Qualquer coisa menos que isso é covardia. É conivência. É dizer para o próximo aspirante a ditador que o crime compensa, que basta esperar um pouco para que os amigos no Congresso costurem um perdão.
O povo brasileiro foi às ruas e disse em alto e bom som: SEM ANISTIA!! Milhões de brasileiros confiaram no seu nome para restabelecer a normalidade democrática e para garantir que os responsáveis pela barbárie golpista respondessem por seus crimes. Sancionar essa lei, ou parte dela, é virar as costas para cada um desses votos. É dizer que o acordão nos bastidores de Brasília vale mais que a vontade soberana da nação expressa nas eleições.
A história está olhando, Presidente. Não há como apagar os crimes cometidos, mas há como escolher não ser cúmplice da impunidade que virá. O recado tem que ser inequívoco.
Vete. Vete integralmente. Mostre que a democracia brasileira não está à venda e não se curva para criminosos.





Ok, ele vai vetar. Mas daí o congresso derruba o veto, pois foi feito um “grande acórdão nacional, com supremo e tudo”, em nome da governabilidade. Continuo sendo de esquerda, continuo apoiando o governo, mas não posso deixar de me desanimar: fomos às ruas, gritamos e esperneamos … Concordo que está difícil governar, mas PQP!