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Lula planeja vetar PL da Dosimetria no dia 8 de janeiro em ato contra golpismo

Data: 22 de dezembro de 2025

Olha só que jogada política interessante que o presidente Lula está preparando para o dia 8 de janeiro do ano que vem. Ele vai vetar aquela famosa PL da Dosimetria que o Congresso aprovou e ainda por cima vai transformar esse veto num grande ato político no Planalto, justamente na data que marca três anos da invasão golpista às sedes dos Três Poderes. O homem vai usar a data simbólica para mandar um recado bem claro sobre quem defende a democracia neste país e quem quer destruí-la.

A informação vem do jornal O Globo e mostra que o presidente está planejando um evento com ministros do governo e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Quem vai organizar toda essa operação é o Guilherme Boulos, que virou uma espécie de articulador político do governo para essas questões mais sensíveis da democracia brasileira.

A escolha do Guilherme Boulos para organizar o evento também manda um recado político bem claro. Boulos é uma liderança que vem da luta social, que conhece na pele o que significa enfrentar o autoritarismo e que tem credibilidade junto aos movimentos populares. Colocar ele à frente dessa articulação mostra que o governo quer conectar a defesa da democracia com a luta por direitos sociais, que uma coisa não existe sem a outra.

Segundo as informações do O Globo, o evento vai reunir não só o Executivo, mas também representantes do Legislativo e do Judiciário, numa demonstração de que os Três Poderes estão unidos na defesa das instituições democráticas. Isso é importante porque mostra que, apesar das diferenças políticas normais numa democracia, existe um consenso mínimo sobre a necessidade de preservar o Estado de Direito.

O veto do Lula a essa proposta e a transformação desse ato numa data simbólica mostra que o governo entendeu a gravidade do momento que estamos vivendo. Não dá para tratar como coisa normal uma lei que pode facilitar a interferência política na Justiça. Não dá para fingir que não existe uma ameaça constante às nossas instituições democráticas. E não dá para esquecer que o 8 de janeiro foi um marco na tentativa de golpe contra a democracia brasileira.

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