A fuga patética de Silvinei Vasques: fingindo câncer com passaporte falso
Data: 26 de dezembro de 2025
Olha só que cena ridícula, gente. Silvinei Vasques, aquele ex-diretor da PRF que coordenou as blitzes para impedir eleitores de Lula de votar em 2022, foi preso no Paraguai na madrugada de sexta tentando fugir para El Salvador. E não foi qualquer fuga não, foi uma operação digna de filme B, com direito a passaporte paraguaio falsificado e uma encenação de doença terminal que faria inveja a qualquer ator de novela das oito.
O homem que disse que “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa” eleitoral, que organizou operações para dificultar o trânsito de eleitores em regiões onde Lula tinha mais votos, esse mesmo sujeito rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e saiu correndo para o Paraguai como um criminoso comum. Porque é isso que ele é, né, um criminoso comum que usou o cargo público para tentar derrubar a democracia.
Agora vem a parte mais sórdida da história. Quando foi abordado no aeroporto de Assunção, Silvinei apresentou uma declaração dizendo que tinha glioblastoma multiforme grau IV, um câncer no cérebro, e que por isso não podia falar nem ouvir.
Essa declaração que ele apresentou dizia textualmente que ele não podia se comunicar verbalmente nem compreender instruções orais por causa da doença oncológica grave.
Silvinei Vasques, condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão por integrar organização criminosa para tramar golpe de Estado, quebrou as regras da liberdade condicional, fugiu do país ilegalmente e foi pego mentindo descaradamente para autoridades estrangeiras. O plano era fazer escala no Panamá e chegar a El Salvador, provavelmente porque esse país não tem acordo de extradição com o Brasil.
Esse é o mesmo sujeito que coordenou o uso da Polícia Rodoviária Federal como braço armado da campanha de Bolsonaro, ordenando blitzes seletivas para atrapalhar eleitores de Lula no segundo turno de 2022. Ele participou pessoalmente da reunião de 19 de outubro de 2022 onde foi decidido usar operações da PRF para impedir o voto no segundo turno. Era ele quem dava as ordens para que os agentes da PRF fizessem blitzes em locais específicos onde Lula tinha mais intenção de voto.
A Procuradoria-Geral da República deixou bem claro: Vasques fazia parte do grupo que coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder. Não estamos falando de um funcionário que cumpria ordens, estamos falando de um dos arquitetos da tentativa de golpe que usou a máquina pública para interferir nas eleições.
Agora esse mesmo homem que se achava poderoso o suficiente para decidir quem podia ou não votar no Brasil está no Paraguai fingindo ter câncer para tentar escapar da Justiça. Que queda moral impressionante. De diretor de uma das principais forças de segurança do país para fugitivo internacional usando identidade falsa em menos de dois anos.
A prisão de Silvinei Vasques mostra que a Justiça brasileira está funcionando, mesmo que devagar. Mostra também que não adianta romper tornozeleira, falsificar documento ou fingir doença terminal: quem atentou contra a democracia vai responder pelos seus crimes. E mostra principalmente que esses golpistas são covardes que fogem quando a conta chega, mas foram corajosos o suficiente para tentar destruir as eleições brasileiras quando achavam que tinham poder para isso.




