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Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar soluços

Data: 29 de dezembro de 2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou, nesta segunda-feira, dia 29 de dezembro, pelo segundo “bloqueio do nervo frênico”, agora do lado direito. No sábado, dia 27, tinha sido do lado esquerdo. O cardiologista Brasil Caiado falou em coletiva que na sexta-feira o Bolsonaro teve uma crise tão intensa de soluços que não conseguiu dormir direito, mesmo tomando o máximo de medicação disponível.

O procedimento que ele fez chama “bloqueio do nervo frênico”, que é quando os médicos basicamente “desligam” temporariamente o nervo que controla o diafragma. Esse nervo frênico é responsável pela contração do diafragma, o músculo principal da respiração. Quando ele fica irritado ou inflamado, pode causar esses soluços persistentes que não respondem aos tratamentos convencionais.

É um procedimento sério porque não dá pra fazer dos dois lados ao mesmo tempo, senão o cara pode ter complicação respiratória grave. O diafragma é dividido em duas partes, cada uma controlada por um nervo frênico diferente. Se você bloqueia os dois simultaneamente, a pessoa pode ter dificuldade pra respirar. Por isso fizeram primeiro de um lado, esperaram pra ver a resposta, e agora fizeram do outro.

O radiologista intervencionista Mateus Saldanha disse que cada procedimento durou cerca de uma hora e foi bem-sucedido tecnicamente.

Essa história toda começou no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, quando o Bolsonaro deu entrada no hospital pra fazer uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Hérnia inguinal é quando uma parte do intestino ou tecido adiposo se projeta através de um ponto fraco na parede abdominal, na região da virilha. É um procedimento que deveria ser tranquilo, cirurgia de rotina que milhares de brasileiros fazem todo ano.

A cirurgia foi realizada no dia 25 de dezembro, sem intercorrências iniciais. Mas aí começaram os soluços persistentes e transformou tudo numa situação bem mais complicada. Soluços persistentes são aqueles que duram mais de 48 horas e podem ser causados por irritação do nervo frênico, problemas no sistema nervoso central, ou como complicação pós-operatória.

O cirurgião Cláudio Birolini disse que a previsão inicial de internação era de cinco a sete dias, mas com esses procedimentos extras, o Bolsonaro vai ficar pelo menos mais 48 horas em observação. Se não houver intercorrências, aí sim pode ter alta, mas vai continuar com fisioterapia para reabilitação, medidas de prevenção de trombose venosa e cuidados clínicos gerais.

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