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Trump decide isolar os EUA de vez e ordena saída de 60 organizações internacionais

Donald Trump

Data: 7 de janeiro de 2026

Parece que o homem decidiu que não quer mais brincar de diplomacia e resolveu levar a bola para casa. Donald Trump, em mais um daqueles movimentos que fazem a gente coçar a cabeça e pensar “será que ele sabe o que está fazendo?”, simplesmente ordenou a saída dos Estados Unidos de mais de 60 organizações internacionais. E não é pouca coisa, não. Deste total, mais de 31 entidades são ligadas diretamente à ONU.

É como se o sujeito decidisse cancelar a assinatura da TV a cabo, da internet, do jornal, do telefone e achasse que vai continuar sabendo o que acontece no mundo. A notícia, que foi divulgada pelo G1, mostra que a estratégia do “América Primeiro” é, na verdade, “América Sozinha”. E isso, meus amigos, é um perigo não só para eles, mas para todo mundo.

O que isso significa?

Vamos traduzir isso aqui para o bom e velho português. Imagina que o mundo é um grande condomínio. Essas organizações internacionais são as reuniões onde os vizinhos decidem sobre a segurança do prédio, sobre como combater uma praga de baratas que apareceu, sobre a reforma da piscina. O que o Trump está fazendo é pegar o megafone e gritar para todo mundo ouvir: “Não vou mais nas reuniões, não quero saber dos problemas de vocês e, se o prédio pegar fogo, eu me tranco no meu apartamento e torço para o fogo não chegar aqui.”

A gente já viu esse filme antes, não é novidade nenhuma. Na sua primeira passagem pela Casa Branca, ele tirou os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde, a OMS, bem no meio da maior crise sanitária do último século. Agora, ele só está ampliando o cardápio do isolamento, mostrando que aquilo não foi um ato impensado, mas sim uma estratégia muito bem definida de implodir o sistema multilateral que, com todos os seus defeitos, governa o mundo desde a Segunda Guerra.

Entregando o mundo para a China

E aqui que a gente entra na análise mais séria da coisa, porque por trás dessa bravata toda existe um cálculo político. Trump faz isso para agradar a sua base, aquela parcela do eleitorado que realmente acredita que os EUA são explorados pelo resto do mundo e que a solução é construir muros cada vez mais altos. Para essa turma, ele parece um líder forte que está defendendo os interesses americanos.

Acontece que o resultado prático é exatamente o oposto. No tabuleiro da geopolítica, cada cadeira que os Estados Unidos deixam vazia é imediatamente ocupada por outro país. E quem vocês acham que está com um sorriso de orelha a orelha vendo tudo isso? A China, claro. Enquanto Trump grita “América Primeiro”, ele está, na prática, estendendo um tapete vermelho para que Pequim assuma a liderança global em dezenas de áreas estratégicas. A China não precisa nem fazer força, é só esperar os EUA saírem e sentar no lugar deles.

No fim das contas, essa atitude de virar as costas para o mundo não é um sinal de força, mas de uma profunda fraqueza e de uma incompreensão gigantesca sobre como o século 21 funciona. Nenhum país, nem mesmo o mais poderoso do mundo, consegue resolver sozinho problemas como pandemias, mudanças climáticas, crises econômicas ou terrorismo.

A decisão de Trump de transformar os Estados Unidos em uma ilha isolada é uma aposta perigosa que pode agradar seus eleitores no curto prazo, mas que no longo prazo diminui a influência americana e torna o mundo um lugar muito mais instável e perigoso. É a receita para a irrelevância, embrulhada em uma bandeira nacionalista. A história já nos ensinou, várias e várias vezes, que construir pontes é sempre mais inteligente do que cavar fossos.

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