EUA fecham as portas a 75 países: o Brasil no centro do isolacionismo de Trump
Data: 14 de janeiro de 2026
A diplomacia das Américas sofreu um golpe severo nesta quarta-feira com o anúncio de que o governo do autocrata Donald Trump decidiu congelar a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida, revelada por um memorando do Departamento de Estado obtido pela Fox News, está prevista para entrar em vigor no dia 21 de janeiro de 2026 e não possui prazo de encerramento definido. É uma decisão que joga por terra qualquer expectativa de tratamento diferenciado ao Brasil, colocando o país no mesmo patamar restritivo de nações como Rússia e Irã.
O governo norte-americano justifica a paralisação como uma pausa necessária para reavaliar os critérios de concessão de documentos a estrangeiros. No entanto, o que se projeta é uma triagem com contornos discriminatórios e alarmantes. O memorando sugere que Washington pode passar a barrar a entrada de pessoas idosas ou com sobrepeso, sob a justificativa de evitar possíveis sobrecargas ao sistema público de saúde. Essa diretriz se alinha a estudos anteriores que já consideravam restringir o acesso de estrangeiros portadores de doenças crônicas, como hipertensão e ansiedade.
Terra da Liberdade, só que não
A gravidade da situação se estende ao campo educacional e à privacidade individual. Desde o ano passado, candidatos a vistos de estudante já são obrigados a desbloquear seus perfis em redes sociais para que o governo americano analise conteúdos considerados hostis às instituições ou aos princípios fundadores dos Estados Unidos. O que vemos agora é o ápice de uma estratégia de defesa publicada em dezembro de 2025, que já previa o endurecimento radical das fronteiras. Especialistas em imigração são enfáticos ao afirmar que o objetivo central de Trump é, na prática, desativar o sistema de imigração legal do país.
Ao fechar os consulados para dezenas de nações de forma simultânea, o governo Trump sinaliza que a cooperação internacional e o direito de ir e vir tornaram-se secundários diante de uma agenda de fechamento nacionalista. Para o brasileiro, resta a incerteza sobre os vistos de turismo e o impacto imediato em viagens já planejadas. O silêncio da Embaixada dos EUA no Brasil, que alega ainda não ter sido oficialmente notificada, apenas aumenta o clima de instabilidade para milhares de famílias e negócios. É um cenário de portas fechadas que fere a tradição de acolhimento e impõe uma nova ordem mundial baseada na exclusão.
Gostaria que eu analisasse o impacto econômico direto dessa suspensão para as empresas brasileiras ou prefere que eu detalhe a lista completa dos países afetados?




