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Caso Master: Banco Central liquida Reag, investigada por suspeita de envolvimento em esquema com PCC

Data: 15 de janeiro de 2026

O sistema financeiro, às vezes, se comporta como um sindicato do crime de colarinho branco e a notícia que chega é que o Banco Central finalmente passou o cadeado na Reag Investimentos. O presidente do BC Gabriel Galípolo decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da empresa que agora atende pelo nome de CBSF mas que todo mundo conhece pelos rolos que envolvem o Banco Master.

É de ficar indignado quando a gente vê que essas instituições que deveriam cuidar do dinheiro alheio estão sendo investigadas por fraudes que podem ser as maiores da história deste país segundo o próprio ministro Fernando Haddad pois estamos falando de um buraco de bilhões que faz qualquer rombo anterior parecer dinheiro de pinga.

A Reag era uma administradora de mais de 80 fundos de investimento que servia de parceira para o Banco Master em operações muito suspeitas. O fundador da empresa, João Carlos Mansur, foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta quarta-feira e a verdade é que o cerco fechou porque o Banco Central encontrou violações graves às normas do sistema financeiro.

Na prática os bens dos controladores foram bloqueados e embora os fundos de investimento continuem existindo eles agora precisam procurar um síndico honesto para tocar o barco já que a Reag foi considerada indigna de operar no mercado por colocar em risco a confiança de quem investe.

Lavagem de dinheiro do PCC

O que os bastidores revelam e que a gente precisa conectar com os fatos dispersos é que o buraco é muito mais embaixo e tem um cheiro insuportável de ilegalidade pesada. A Reag já vinha sendo monitorada na Operação Carbono Oculto que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro para o PCC por meio de fundos de investimento e fintechs no coração da Faria Lima.

É um escândalo absoluto pensar que o crime organizado conseguiu montar um esquema de sonegação de R$ 7,6 bilhões no setor de combustíveis e usava essas estruturas financeiras sofisticadas.

O Caso Master nos mostra a promiscuidade entre o mercado financeiro de elite e organizações criminosas que usam o verniz da legalidade para operar esquemas de corrupção sistêmica. O Banco Central afirma que a Reag representa uma fatia pequena do sistema mas o impacto moral de saber que o centro financeiro de São Paulo servia de balcão de negócios para o tráfico e para fraudes bilionárias contra bancos públicos é algo que deveria tirar o sono de qualquer autoridade.

Quando a PF encontra carros de luxo e montanhas de dinheiro em espécie em endereços ligados a esses banqueiros a gente percebe que a ostentação deles é construída em cima da miséria e do golpe contra a economia popular.

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