Ministro do STJ enfrenta denúncia de assédio sexual e perde apoio de colegas na Corte
Data: 5 de fevereiro de 2026
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi está sendo acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos que passava as férias na sua casa de praia. O caso teria acontecido em Balneário Camboriú no litoral catarinense durante o mês de janeiro. Segundo o relato da jovem, o magistrado tentou agarrá-la três vezes enquanto os dois estavam no mar.
A situação foi tão absurda que a família juntou as malas e correu para São Paulo no mesmo instante para registrar um boletim de ocorrência. A mãe da vítima que é advogada não ficou parada e procurou os colegas de Buzzi para contar o que aconteceu. Agora a petição saiu da polícia de São Paulo e aterrissou direto no Supremo Tribunal Federal.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, recebeu o relato oficial da sujeira na última terça feira. E olha quem levou a notícia para ele. Um grupo de ministras do próprio tribunal que não aceitaram o silêncio diante de uma acusação tão baixa.
O sorteio no Supremo colocou o caso nas mãos do ministro Kassio Nunes Marques. É ele quem vai dar as cartas nesse processo criminal já que ministros de cortes superiores têm o tal do foro privilegiado que é aquela regra que garante que autoridades sejam julgadas apenas pela instância mais alta do país.
O ponto que realmente chama a atenção é o clima dentro do tribunal. Um integrante da Corte admitiu que não existe nenhuma disposição dos colegas em proteger o acusado. No mundo do Judiciário, onde o corporativismo costuma falar alto, esse isolamento é um sinal claro de que a situação é insustentável.
Buzzi nega tudo e diz que foi pego de surpresa pelas notícias divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles. Ele afirma que as insinuações não batem com a realidade e repudia qualquer ato impróprio.




