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Caminhoneiros ameaçam greve nacional após alta do diesel

Greve dos caminhoneiros em 2018

Data: 18 de março de 2026

A ameaça de paralisação voltou à mesa. Depois de uma assembleia no Porto de Santos nesta segunda-feira (16), lideranças de caminhoneiros sinalizaram apoio a uma mobilização nacional nos próximos dias, com possibilidade de começar ainda esta semana. O motivo é a alta do preço do diesel.

O cenário é familiar. O governo federal anunciou um pacote de ações na semana passada para conter o impacto da guerra no Oriente Médio nos combustíveis. Zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção para baratear nas bombas, mudanças na fiscalização de preços. Tudo muito bem pensado no papel. Aí a Petrobras fez um reajuste, e pronto, o efeito das medidas encolheu.

Mas o problema vai além do reajuste da estatal. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), parte do benefício fica retida na cadeia de distribuição e nunca chega ao consumidor final. É como aquele dinheiro que sai do bolso do governo, passa por várias mãos, e desaparece no caminho. A confederação já formalizou um pedido ao governo para acompanhar e fiscalizar possíveis práticas especulativas na comercialização do diesel.

Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL, disse que se a Petrobras tivesse poder de atuar na distribuição, regularizaria o preço. Mas como o mercado é livre, cada um coloca o valor que quer. E quando todos sobem juntos, segundo ele, é cartel. Crime contra a economia popular que o governo precisa enfrentar.

O descontentamento não é apenas sobre o preço do combustível neste momento. A categoria carrega uma lista de reivindicações estruturais que vem sendo ignorada há tempos. Redução coordenada do ICMS pelos estados, reforço na fiscalização de preços, revisão das tarifas de pedágio. A CNTTL também cobra que nenhum documento de transporte seja emitido abaixo do piso mínimo, garantindo que os motoristas recebam pelo menos o que a lei estabelece.

Há ainda a pauta da aposentadoria especial para caminhoneiros, que já está para votação na Comissão de Seguridade Social e Família. A deputada Érica Kokai (PT-DF) intermediou a inclusão da categoria na medida, mas depende de um compromisso político do governo para que não seja retirada do texto por alterações legislativas ou veto presidencial.

Apesar da tensão, ainda há espaço para negociação. Lideranças mantêm conversas com integrantes do governo, incluindo a Casa Civil, na tentativa de evitar a paralisação.

1 comentários para “Caminhoneiros ameaçam greve nacional após alta do diesel”

  1. Tenho filhos caminhoneiros eles nunca participou de greve porque essa greves e tudo política e não a favor dos caminhoneiros então

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