Deputada do PL faz blackface na Alesp para criticar Erika Hilton
Data: 19 de março de 2026
A deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro (PL) fez blackface nesta quarta-feira (18) em um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL- SP) como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
Blackface é uma prática racista em que pessoas brancas utilizam artifícios, como pintar a pele de preto, usar perucas ou outros acessórios, para simularem de forma caricata características físicas de pessoas negras. O termo foi criado nos Estados Unidos, onde atores brancos usavam graxa, carvão e outras ferramentas para representarem pessoas negras no palco, de forma estereotipada e degradante.
“Eu estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista? Por que eu não posso cuidar dessa pauta? Porque eu não sou negra”, disse.
“Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. Eu não estou aqui ofendendo transexual, muito pelo contrário, eu estou dizendo, eu sou mulher, quero ser vista como mulher. A mulher do ano não pode ser trave (sic) transsexual”, acrescentou.
A deputada estadual paulista Mônica Seixas (PSOL) e a vereadora de São Paulo Luana Alves (PSOL) foram à Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância registrar boletim de ocorrência. “Crime de racismo é inafiançável, aconteceu de forma televisionada sem nenhuma reação da presidência da Assembleia Legislativa ao fato da deputada Fabiana Bolsonaro ter feito blackface enquanto dizia impropérios transfóbicos na tribuna da Assembleia Legislativa”, disse Mônica Seixas pelas redes sociais.
“Eu tive muita dificuldade de registrar o flagrante, sendo que a Assembleia Legislativa no seu regimento interno Artigo 282 prevê que a autoridade policial tem que agir quando há crime flagrante no plenário da Assembleia Legislativa”, acrescentou.
A deputada disse ainda que irá tomar medidas de ordem criminal contra a deputada do PL. “Nós vamos representar no Conselho de Ética. Estou exigindo da presidência da Assembleia Legislativa uma resposta e uma atuação agora, porque a população do estado, a população negra do estado de São Paulo merece respeito que não teve nessa Casa”.





O fascismo bolsonariano inundou as Igrejas, os Parlamentos, o Judiciário – em todos os níveis – e o Executivo – em muitos Estados do país. Pastores (as), Politicos (as), Delegados (as), Agentes de Segurança, Juízes(as), Desembargadores (as) e, PASMEM, até Professores (as) se tornaram adeptos (as) do fascismo bolsonariano, nesses últimos anos.
LAMENTÁVEL!
É estarrecedora essa constatação! Eles sempre pensaram de forma fascista, mas não ousavam dizer, concordar ou se assumir como tal. Eram nossos colegas, parentes, conhecidos… E a proporção disso mostrada em 2022 foi SURREAL.
Essa deputada bolsonarista tem problema sério! Não tem informação! Pior! Não busca informação! Ela está ali por votos de várias pessoas! Nesse votos deve haver o de homossexuais, trans,… Naquele momento da sua manifestação, ela pensou apenas nela! E não é de se admirar! Esse é um comportamento bolsonarista! São egoistas e se acham o centro das coisas! Só que na hora do voto, o discurso é de que representam todos! Logo se vê que o discurso com o povo e o seu comportamento na casa do povo são divergentes! Não estamos nos séculos passados! Essa gente precisa entender isso! Estamos no século 21! Pessoas são diversas e pensamentos também! Para se governar, ser representante do povo e preciso conhecê-lo e respeito na sua diversidade! Ela precisa entender isso! Pelas falas da deputada se percebe que ela se sente diminuída perante Erika Hilton! Ela deveria buscar aprender com a Erika o que é respeito ao povo! Erika é mulher e fala pelas mulheres e pela minoria! E está deputada? A quem ela representa? Provavelmente, a ela mesma! O comportamento dela não foi apropriado e deve ter punição!
Ela quase que mais ou menos tentou um “migué”, reiterando porcamente que não estava ofendendo transexual. Pífia.
Quando ela atropelou a questão de ordem gritando ser advogada e saber o que estava fazendo dentro da lei, ficou clara sua incompetência e seu viés degradante.