Flávio Bolsonaro transformou o Brasil em mercadoria durante sua fala na CPAC 2026 no Texas, um evento da extrema-direita nos EUA. O senador e pré-candidato presidencial declarou que nosso país “vai ser o campo de batalha” onde os Estados Unidos resolvem seu problema de dependência chinesa por minerais de terras raras. Enquanto prega patriotismo para a base, oferece as riquezas nacionais como moeda de troca no mercado internacional.
A frase é reveladora. Não disse que o Brasil seria parceiro estratégico ou que negociaria em pé de igualdade. Disse que seríamos o “campo de batalha” e a “solução” para quebrar a dependência americana. Basicamente, um depósito de recursos naturais à disposição de Washington.
Flávio ainda pediu que “o mundo livre inteiro” observasse nossas eleições, reforçando a necessidade de “pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana”. Traduzindo: interferência externa legitimada.
A ministra Gleisi Hoffmann não deixou passar. Nas redes sociais, apontou que Flávio e o irmão Eduardo estavam nos EUA fazendo “juras de subserviência a Donald Trump”. Ela ressaltou que a família Bolsonaro já demonstrou sua incompetência ao levar o Brasil para o Mapa da Fome, destruir a economia e ser responsável por centenas de milhares de vítimas da Covid. Gleisi ainda mencionou que conspiraram com os EUA para impor tarifas ao país.
O discurso de Flávio expõe a contradição fundamental do bolsonarismo. Enquanto agita a bandeira do patriotismo para seus eleitores, negocia a soberania nacional nos bastidores. O Brasil não é solução para ninguém senão para os brasileiros. Entregar nossas riquezas minerais em troca de apoio político externo é exatamente o oposto do que qualquer projeto genuinamente patriota deveria fazer.


