Brasil reduz fome entre crianças em 30% em um ano e atinge menor índice da história
Data: 31 de março de 2026
No Dia Nacional da Saúde e Nutrição, celebrado nesta terça-feira, o Brasil apresenta números que merecem atenção: a fome entre crianças e adolescentes caiu quase 30% em apenas um ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,8 milhão de menores de idade viviam em insegurança alimentar grave em 2024, contra 2,5 milhões em 2023. É o menor patamar registrado desde que o IBGE começou a medir esse indicador, em 2004.
A queda não acontece por acaso. Está diretamente ligada a políticas públicas que colocam dinheiro na mão das famílias e comida na mesa das crianças. O Benefício Primeira Infância do Bolsa Família, implementado em março de 2023, garante R$ 150 mensais para famílias com crianças de 0 a 6 anos. Crianças e adolescentes de 7 a 17 anos recebem R$ 50 adicionais por pessoa. Juntos, esses benefícios atingem aproximadamente 24 milhões de menores de idade.
Enquanto isso, o acompanhamento nutricional também se expandiu. Entre 2022 e 2025, o número de crianças menores de 5 anos monitoradas na Atenção Primária à Saúde saltou de 6,2 milhões para 7,9 milhões. Nesse mesmo período, a magreza acentuada caiu de 2,8% para 1,8%, e a obesidade recuou de 6,4% para 5,7%.
Os resultados são ainda mais impressionantes quando se olha para o impacto das políticas no longo prazo. Um estudo da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome mostrou que entre crianças que tinham baixa estatura em 2019, 77% apresentavam altura adequada em 2023. Entre aquelas com magreza, 64% atingiram peso adequado. Até mesmo crianças com sobrepeso ou obesidade melhoraram: 57% passaram a ter peso adequado para a idade.
A escola também funciona como rede de proteção. Em 2024, apenas 8% das crianças e adolescentes que frequentavam creche ou escola viviam em insegurança alimentar moderada ou grave. Entre os que não frequentavam, o índice era de 16%, o dobro. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) atende 38 milhões de estudantes da rede pública e recebeu reajuste de 14% em fevereiro de 2026, somando-se ao aumento de 28% para 35% realizado em 2023.
Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), resume o que esses números significam: “Quando uma família tem condições de colocar comida na mesa e a criança é acompanhada pelos serviços de saúde e pela escola, os resultados aparecem. Melhora o estado nutricional, diminui a fome e contribui para o desenvolvimento”.
Os dados revelam algo que parece óbvio, mas nem sempre é prioridade: crianças bem alimentadas e acompanhadas crescem melhor. A redução da fome infantil não é um milagre econômico, mas o resultado direto de decisões políticas que colocam recursos onde eles fazem diferença.





Esse e o país que terá futuro se seguirmos por esse caminho!Parabéns, Lula!!
Negar alimento é, na minha opinião, a maior crueldade, especialmente quando se tratam de crianças. Por isso, políticas públicas que contribuem diretamente para reduzir a subnutrição e a fome são louváveis! Luto diariamente para que a população entenda que tipo de governantes realizam políticas públicas no sentido de combate às desigualdades, e quais não fazem sequer o básico para melhorar a vida da população!
Quem critica os programas sociais que diminuem a desigualdade e melhoram a qualidade de vida das classes menos favorecidas, vai se surpreender quando perceber como ele próprio se beneficia por viver em uma sociedade sem miséria.