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PF identifica 15 perfis por trás de vídeos que incitam violência contra mulheres no TikTok

Prints de vídeos do Tik Tok

Data: 7 de abril de 2026

A Polícia Federal intimou o TikTok para rastrear os usuários responsáveis pela trend “Caso ela diga não”, que viralizou durante o mês de março com homens simulando reações violentas quando mulheres recusam avanços românticos. Segundo investigadores ouvidos pela CNN Brasil, a plataforma já forneceu dados técnicos como endereços de computadores e logs de acesso, permitindo que a PF comece a identificar as pessoas reais por trás dos perfis.

O trabalho de rastreamento já resultou na identificação de 15 perfis originários que publicaram os vídeos que ganharam repercussão. A maioria do conteúdo foi publicada em 2024, embora os perfis sejam de 2024 e 2025. Os vídeos mostram homens desferindo socos, simulando facadas ou tiros ao supostamente ouvirem um “não” de uma mulher. O TikTok removeu as imagens da plataforma.

A investigação está sob responsabilidade da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF. Em dezembro passado, a corporação criou uma coordenação específica para combater crimes cibernéticos de ódio, unidade que acompanha esse e outros casos graves.

O caso ganhou visibilidade durante o Dia Internacional da Mulher, quando a trend começou a circular massivamente na rede social. A apuração da PF foi iniciada após denúncias sobre o conteúdo que incitava violência contra mulheres em cenários hipotéticos de rejeição. Com os dados técnicos fornecidos pela plataforma, a investigação avança na identificação dos responsáveis pelos vídeos que viralizaram.

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