Brasil voltará ao top 10 das maiores economias do mundo em 2026
Data: 15 de abril de 2026
O Brasil está de volta. Depois de ficar fora do top 10 em 2024 e 2025, o Fundo Monetário Internacional acaba de revisar suas projeções e colocará a economia brasileira de volta ao décimo lugar ainda este ano, ultrapassando o Canadá. A notícia chega com uma revisão para cima na estimativa de crescimento: o FMI agora espera 1,9% de expansão do PIB em 2026, ante os 1,6% previstos anteriormente, conforme o relatório Perspectivas da Economia Mundial divulgado na terça-feira em Washington.
Mas aqui está o detalhe que explica essa volta triunfal: não é apenas o crescimento econômico que faz a diferença. A taxa de câmbio entra na conta com força total. Quando o dólar se desvaloriza frente ao real, o PIB brasileiro em dólares aumenta automaticamente, mesmo que a economia cresça no mesmo ritmo. E é exatamente isso que vem acontecendo desde o início de 2026, com o câmbio caindo mais intensamente.
Enquanto isso, a economia global desacelera. O FMI reduziu sua projeção de crescimento mundial de 3,3% para 3,1% este ano, justamente por causa desse choque energético que encareceu combustíveis em todo o planeta.
A trajetória do Brasil não para por aqui. Em 2027, a economia brasileira deverá ultrapassar a Rússia e chegar à nona posição, logo atrás da Itália. Um ano depois, em 2028, o país deve superar a Itália e assumir o oitavo lugar, posição que deverá manter até 2031, conforme as projeções do FMI.
O relatório reconhece que o Brasil tem fundações sólidas para enfrentar os desafios à frente: reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível. Esses fatores devem ajudar o país a navegar pelos impactos da guerra no Oriente Médio.
Há, porém, um asterisco importante. Para 2027, o FMI projeta crescimento de 2% do PIB brasileiro, levemente acima do esperado para este ano, mas 0,3 ponto percentual abaixo da previsão anterior. A razão: desaceleração da demanda global, custos mais altos de insumos como fertilizantes e condições financeiras mais restritivas. Ou seja, a festa do petróleo caro tem prazo de validade.




