PF investiga emenda de Flávio Bolsonaro a ONG ligada aos assassinos de Marielle Franco
Data: 20 de maio de 2026
A Polícia Federal investiga o envio de uma emenda de R$ 199 mil pelo senador Flávio Bolsonaro a uma ONG suspeita de ter ligações com Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pela morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. A suspeita é que parte desse dinheiro tenha abastecido o esquema criminoso dos irmãos Brazão.
Para entender a gravidade do caso, é preciso lembrar quem são os Brazão: Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Domingos era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho, deputado federal. A dupla usava ONGs como fachada para desviar verbas públicas e financiar atividades ilícitas.
A investigação da PF mostra que, em outubro de 2023, um assessor de Domingos Brazão procurou o gabinete de Flávio Bolsonaro. Pouco depois, em novembro, foi feita a transferência de R$ 199 mil para a ONG Ifop, localizada na área de influência dos Brazão. O intermediário da operação era um policial militar da reserva conhecido como Peixe, condenado por organização criminosa. Mensagens obtidas pela PF mostram Peixe solicitando bicicletas, helicóptero e até depósitos na conta da filha.
O esquema, segundo a PF, funcionava assim: parlamentares direcionam recursos para ONGs, que depois são pressionadas a pagar despesas do grupo criminoso. Não foi a única emenda suspeita: em agosto de 2024, Chiquinho Brazão destinou R$ 1,5 milhão para outra ONG ligada ao mesmo esquema. Em Jacarepaguá, dias depois de um evento de distribuição de bicicletas promovido pela Ifop, as bicicletas foram vistas sendo usadas por pessoas ligadas aos Brazão.
Flávio Bolsonaro argumenta que não cabe ao parlamentar auditar o uso das emendas, o que levanta uma questão séria de responsabilidade. A ONG Ifop nega qualquer relação com Brazão e Peixe, mas a prestação de contas é problemática: pagamentos foram feitos a uma empresa registrada em endereço onde funciona um salão de beleza, e transferências foram enviadas a outra ONG também abastecida por emendas capturadas por Peixe. No total, o esquema movimentou R$ 268 milhões entre 2020 e 2024.
O discurso oficial da ONG era de apoio a crianças em situação de vulnerabilidade, enquanto os recursos podem ter financiado helicópteros e operações criminosas. A defesa de Flávio, de que não é papel dele auditar as emendas, parece ignorar o dever de cuidado com o dinheiro público. A ONG devolveu parte dos recursos, como se isso justificasse todo o resto.
A PF segue investigando, e o caso expõe mais uma vez a promiscuidade entre políticos e organizações criminosas disfarçadas de entidades sociais.





É muito bom para o povo brasileiro,sabe que a polícia federal agora tem a sua força de trabalho podendo ser investigada com liberdade,e podendo colocar esses bandidos todos a mostra da sociedade,e com certeza absoluta vocês podem acreditar isso é um verdadeiro alívio para o povo brasileiro,e que Deus, continue abençoando vocês parabéns pelo trabalho maravilhoso de vocês!🙏🙏