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Depois de escândalos do Caso Master, Cláudio Castro abandona corrida ao Senado após pressão da PF

Data: 28 de maio de 2026

Cláudio Castro (PL) fechou a porta para o Senado. O ex-governador do Rio anunciou nesta quinta-feira (28) que desiste da pré-candidatura, menos de duas semanas depois de ser alvo de duas operações da Polícia Federal. A decisão chega quando a situação jurídica do pedetista ficou insustentável até mesmo para os aliados do partido.

Desde meados de maio, Castro vinha recebendo conselhos de pessoas próximas para abandonar qualquer pretensão eleitoral e concentrar fogo na própria defesa. A primeira operação da PF, em 15 de maio, investigava supostos favorecimentos à Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, considerada um dos maiores devedores de impostos do país. Não foi o suficiente para demovê-lo da candidatura.

Mas a segunda ação, na terça-feira (26), mudou o jogo. Desta vez, os federais miraram em aportes bilionários do Rioprevidência, o fundo que administra benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas fluminenses, em investimentos ligados ao Banco Master. Aí a cúpula do PL reconheceu: a candidatura virou inviável.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro descreveu os últimos dias como “muito difíceis” e a desistência como a decisão “mais difícil” de sua vida. Ele reclamou de “meias-verdades” que transformariam “atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto”. Depois afirmou que precisa de tempo para que “a verdade seja esclarecida” e que vai se dedicar à família e à defesa.

A ironia é que Castro já estava em apuros antes das operações recentes. Ele deixou o governo estadual em março, na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisava abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo com a renúncia, o tribunal concluiu o processo e o declarou inelegível. Castro tentava reverter a decisão na Justiça enquanto mantinha, ao menos publicamente, a intenção de disputar uma vaga no Senado.

A estratégia desabou quando as investigações da PF avançaram e novos elementos surgiram nos inquéritos, aumentando o risco político para uma eventual candidatura. Agora, Castro troca o palanque pela sala de audiências.

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