PGR rejeita segunda delação de Vorcaro e mantém rigor nas negociações

O banqueiro preso Daniel Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República comunicou ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira que rejeitou a segunda proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet e sua equipe, a oferta não trouxe elementos novos que justificassem um acordo com a Justiça.

A análise da PGR seguiu exatamente o mesmo caminho da Polícia Federal, que já havia negado a proposta na semana anterior. O ponto que pesou contra Vorcaro foi simples: ele não ofereceu nada que a investigação já não soubesse. Além disso, faltou um comprometimento real com a devolução de valores, algo que o Ministério Público considera não negociável em casos de fraude.

Vorcaro está preso em Brasília acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões, conforme apurado pela Polícia Federal. A rejeição da delação deixa o ex-banqueiro sem a principal ferramenta que sua defesa tentava usar para reduzir a pena.

Agora a Polícia Federal pediu que Vorcaro seja transferido da Superintendência da corporação em Brasília de volta para o Complexo da Papuda. Os investigadores argumentam que sua permanência no local atual poderia comprometer as apurações do caso. A decisão sobre essa transferência cabe ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que ainda deve ouvir a manifestação da PGR antes de decidir.