Sanção dos EUA atrapalhou operação contra suspeito de lavar dinheiro para o PCC, diz diretor da PF

O diretor da PF Andrei Roddrigues

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a sanção dos Estados Unidos contra brasileiros fez a entidade antecipar a operação Exchange e atrapalhou a prisão do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada. “Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa, mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação”, declarou o diretor da PF, em um encontro com jornalistas em Brasília, segundo apurou o g1.

A lógica por trás do problema é simples de entender. Quando um país impõe sanções econômicas a alguém, ele precisa tornar isso público, porque o efeito prático é bloquear os bens da pessoa no exterior e impedir que empresas façam negócios com ela. Esse anúncio, pensado para produzir efeito financeiro imediato, funcionou também como aviso para quem estava sendo investigado em sigilo do outro lado do oceano. A PF perdeu o elemento surpresa.

Enquanto Shimada segue foragido, a Polícia Federal conseguiu prender Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelos americanos como parente e secretária dele, responsável por intermediar a coleta de grandes quantias em dinheiro dentro do esquema.

Shimada recebeu a punição dos EUA acusado de ligação com o PCC. Com a medida, os bens do empresário no país norte-americano ficam bloqueados, entre outras medidas.