Senador Cleitinho desiste do governo de Minas Gerais e chora ao pedir perdão

Cleitinho

O senador Cleitinho (Republicanos) não vai disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A confirmação veio na tarde desta segunda-feira (3), em vídeo publicado pelo partido nas redes sociais, no qual o próprio senador aparece emocionado, chorando e pedindo perdão.

Para quem acompanha a sequência de eventos, o desfecho não surpreende. Desde o início do ano, Cleitinho vinha adiando a decisão sobre sua candidatura. No dia 25 de julho, faltou à convenção estadual do Republicanos que definiu as candidaturas do partido para outubro. Três dias depois, quando uma pesquisa Quaest o mostrou liderando a disputa pelo governo mineiro, publicou um vídeo produzido com inteligência artificial em que versões digitais do pai e do irmão falecido apareciam para incentivá-lo a “ir em frente” e “fazer o que tem que ser feito”.

No dia 29 de julho, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, anunciou que Cleitinho não seria candidato. Na mesma noite, o senador fez uma coletiva de imprensa e disse que seria candidato sim, que “a voz do povo é a voz de Deus”. Cinco dias depois, a resposta definitiva: não vai.

O detalhe que salta aos olhos é que Cleitinho liderava as pesquisas de intenção de voto. Um candidato na frente abrindo mão da disputa não é exatamente rotina na política brasileira. Mas o que pesou, segundo o próprio partido, foi a ausência na convenção. Em nota, o Republicanos afirmou que a falta do senador no evento “representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”, apesar das justificativas pessoais.

E as justificativas pessoais têm peso real. O irmão mais novo de Cleitinho morreu em julho, em Minas Gerais. O senador afirmou que o momento “não está fácil” para ele e para a família. No vídeo de despedida da candidatura, emocionado, chegou a pedir perdão. O presidente estadual do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen, que também aparece na gravação, disse que vai respeitar a decisão. “Eu, como presidente estadual do Republicanos e entusiasta da candidatura dele, vou respeitar sua decisão.”