Isolado e sem apoio: o drama de Flávio Bolsonaro, que leva não de Tarcísio e apela para Tour internacional da extrema-direita
Data: 13 de janeiro de 2026
Olha, gente, vamos conversar um pouco sobre o que acontece quando um projeto político começa a fazer água por todos os lados. A gente tá vendo ao vivo uma espécie de desmonte daquele castelo de cartas que o bolsonarismo tentou construir, e o epicentro do terremoto agora atende pelo nome de Flávio Bolsonaro e seu sonho presidencial.
A coisa tá tão feia que o roteiro parece até uma comédia de erros, se não fosse trágico para o país. Primeiro, vamos aos fatos: o senador Flávio Bolsonaro fez as malas e foi para os Estados Unidos, numa tentativa de se apresentar como um estadista, de buscar a bênção da extrema-direita americana. E o que aconteceu? Um fiasco retumbante. Ele foi esnobado, não conseguiu a foto que tanto queria com o senador Marco Rubio e voltou para o Brasil de mãos abanando. Foi um recado muito claro de que ser “filho de” não garante passe livre no jogo dos adultos da política internacional.
Diante da porta fechada na cara em solo americano, a família partiu para o plano B. Como noticiou o UOL, Flávio e seu irmão Eduardo estão agora embarcando numa nova turnê, desta vez para Israel e Europa. É a clássica cortina de fumaça. Já que a imagem de líder não colou nos EUA, eles tentam criar um fato novo em outro lugar, buscando uma foto, um aperto de mão, qualquer coisa que possa ser vendida aqui dentro como “prestígio internacional”. É uma tentativa desesperada de passar um verniz de seriedade numa candidatura que não para em pé.
E por que ela não para em pé? Porque o problema de verdade não está em Washington ou em Tel Aviv. O problema está aqui, em São Paulo. A Folha de S. Paulo trouxe a reportagem que expõe a ferida aberta dentro do bolsonarismo. Os próprios aliados estão reclamando abertamente do “apoio envergonhado” de Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo, à pré-campanha de Flávio.
Vamos entender o tamanho disso. Tarcísio é hoje, sem dúvida, o maior ativo eleitoral que saiu da costela do bolsonarismo. É o cara que deveria ser o cabo eleitoral, o grande fiador do projeto. Mas ele simplesmente não está a fim de entrar nessa barca furada. Tarcísio sabe que seu projeto de poder pessoal é muito maior e mais viável do que o projeto de dinastia da família Bolsonaro. Ele não vai amarrar seu futuro político numa canoa que já está afundando antes mesmo de chegar ao rio.
A reação de Flávio a essa rebelião silenciosa é a prova final do seu isolamento. Ele veio a público com aquela desculpa clássica de quem foi pego de calças curtas, dizendo que o apoio de Tarcísio virá “na hora certa”. Traduzindo do politiquês para o português claro, isso significa: “ele não quer me apoiar, estou completamente sozinho e estou tentando ganhar tempo”.
Então, o cenário é este: o filho mais velho fracassa em sua missão nos EUA, tenta uma viagem de consolação para Israel para fingir que algo está acontecendo e, enquanto isso, seu principal aliado em terra firme sinaliza que o jogo dele é outro. O projeto de poder da família Bolsonaro está ruindo por dentro, corroído pelas ambições das próprias criaturas que ele ajudou a criar. Isso não é azar, é o preço que a realidade cobra de quem acredita que a política se faz no grito e no sobrenome.




