Caso Master: em nova operação, PF prende financiador de campanha de Tarcísio e Bolsonaro
Data: 14 de janeiro de 2026
A Polícia Federal está, de novo, na porta do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fazendo busca e apreensão na casa dele, do pai, da irmã, do cunhado, e de mais um monte de gente nessa segunda fase da tal Operação Compliance Zero que, se você parar para pensar, de ‘zero compliance’ tem é tudo.
Isso aí não é um banquinho que deu um pequeno desvio, não, gente, estamos falando do que o ministro Fernando Haddad, com toda razão, chamou de a “maior fraude bancária” que este país já viu, um rombo que, segundo a PF, pode chegar aos R$ 12 bilhões, me diz se isso não é dar um tapa na cara de cada trabalhador que rala para fechar o mês.
Vamos colocar as cartas na mesa para o pessoal entender essa confusão toda, porque o esquema é de cinema, só que nojento, um truque de mágica para pegar dinheiro dos outros. O Master, na prática, estava vendendo o que não tinha: criava umas carteiras de crédito que só existiam na fantasia, uns CDBs com promessa de retorno de 40% acima do que o mercado normal pagava, algo que não existe nem na cabeça do Papai Noel, e vendia esses papéis podres para instituições como o Banco de Brasília, o BRB, num negócio que rendeu mais de R$ 12 bilhões, e o que acontecia? Esse dinheiro, que deveria ser do banco para cumprir suas obrigações, ia parar onde? Diretamente no bolso do Vorcaro e da família dele, desviado para o patrimônio pessoal, uma coisa de meter a mão na tomada.
Foi por isso, inclusive, que o Banco Central, vendo a bomba armada, não teve outra escolha a não ser decretar a liquidação do Master. Agora, meu amigo, é aqui que o suco político engrossa, e a gente vê quem tá protegendo quem nesse jogo de poder.
A decisão do BC, que estava certa, que estava fazendo o que a lei manda, começou a ser atacada de todos os lados. De repente, o TCU, por meio de um ministro, o Jonathan de Jesus, entra em campo para questionar a liquidação do banco, falando em “precipitação”, e no meio disso, o Banco Central vira alvo de ataques digitais financiados com pagamentos milionários a influenciadores, uma cortina de fumaça digital para desacreditar a autoridade monetária que estava só fazendo o seu trabalho, protegendo o mercado de um câncer.
E como cereja do bolo, o ministro Dias Toffoli, do STF, puxa todo o caso da Justiça Federal para o Supremo e, pasme, decreta sigilo total sobre o processo, como se estivessem querendo abafar o escândalo e tirar a sujeira de debaixo do tapete.
Você junta todas essas peças e vê o desenho: tem muito interesse político e gente grande tentando livrar a cara de quem fraudou o sistema. A gente não pode esquecer de citar a turma que se acha acima da lei.
Financiador de campanha de Tarcísio é preso
O cunhado de Vorcaro, um tal Fabiano Zettel, pastor evangélico e, olha só que coincidência, doador generoso da extrema-direita, o maior individual para a campanha de Bolsonaro e Tarcísio, tentou fugir hoje para Dubai em um jatinho, pego no aeroporto, exatamente como o Vorcaro tentou fugir para a Europa na primeira fase da operação, mostrando que o modus operandi dessa gente é sempre o mesmo: faz a lambança, pega a grana e tenta pegar o primeiro voo para um paraíso fiscal, como se a lei fosse só para os outros.
Zettel, que é casado com a irmã de Vorcaro, está entre os maiores doadores individuais na eleição de 2022: foram R$ 3 milhões para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e R$ 2 milhões para o candidato ao governo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Essa gente acha que pode meter a mão no dinheiro, fraudar a economia e, se a coisa apertar, é só pegar a malinha e ir tomar sol em Dubai, bancado por políticos que eles financiaram. O recado moral e político que fica é bem simples, e a gente precisa repetir ele todo dia, como um mantra: essa farra da especulação e do crime de colarinho branco, essa certeza de impunidade que faz banqueiro fraudar bilhões, tem que acabar. Não tem perdão para quem usa o poder e o dinheiro para quebrar o país e ainda tenta fugir de jatinho.
A PF, o BC e a Justiça precisam seguir em frente, sem recuar um milímetro, para que essa gente pague o pato, porque o Brasil não é a casa da mãe Joana, e muito menos o boteco particular dessa elite corrupta. A lei tem que ser a mesma para todos, desde o camelô da esquina até o banqueiro da Faria Lima.





Infelizmente, tem ministro do STF querendo abafar o caso. A quem interessa a PF fazer busca e apreensão e levar os documentos lacrados para o ministro, sem investigar??? Afinal, STF não é investigação…Nem precisa explicar!!!
😥… e eu juntando moedas pra reformar minha casa! Difícil.