Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta R$ 400 milhões em emendas parlamentares
Data: 15 de janeiro de 2026
Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
Olha pessoal a gente sabe que orçamento no Brasil é sempre aquela briga de foice no escuro mas o presidente Lula colocou a assinatura dele nesta quarta-feira na Lei Orçamentária Anual de 2026 e a notícia é das boas para o bolso do trabalhador pois o salário mínimo finalmente vai subir para R$ 1.621.
É um alento ver o Diário Oficial trazendo esse número de R$ 6,54 trilhões para o ano que vem com uma meta de superávit de R$ 34,2 bilhões o que mostra que o governo está tentando equilibrar a balança sem deixar o povo passar fome.
O presidente teve que dar uma canetada e vetar quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares que apareceram no texto de última hora sem respeitar as regras do jogo e as leis que determinam como esse dinheiro deve ser programado.
A explicação didática para essa confusão é que o Congresso Nacional adora dar uma esticada no orçamento para puxar brasa para a própria sardinha e acabaram incluindo dispositivos que não constavam na programação enviada pelo Executivo como manda a Lei Complementar 210 de 2024.
O governo alegou que esses R$ 400 milhões estavam em desconformidade legal e agora a batata quente volta para os deputados e senadores que vão ter que decidir se aceitam o veto ou se derrubam a decisão do Lula. O bastidor ferve porque além desses vetos diretos existe a expectativa de que o governo remaneje mais R$ 11 bilhões que estavam carimbados para emendas e jogue para outras ações que o Planalto considera mais urgentes para o país.
Para quem se preocupa com o que realmente chega na ponta o orçamento destinou R$ 271,3 bilhões para a Saúde e R$ 233,7 bilhões para a Educação o que é um montante considerável se a gente pensar no sucateamento que esses setores sofreram em anos passados. O Bolsa Família segue firme com R$ 158,63 bilhões reservados e o programa Pé de Meia que é fundamental para segurar o jovem na escola vai contar com R$ 11,47 bilhões. Até o auxílio para o botijão de gás das famílias de baixa renda está garantido com R$ 4,7 bilhões provando que a prioridade social ainda dita o ritmo da gestão mesmo com o mercado financeiro sempre de olho no superávit.
Agora o que chama a atenção é o tamanho da mordida que o Legislativo quer dar já que o texto aprovado prevê R$ 61 bilhões em emendas parlamentares no total. É muito dinheiro sendo distribuído de forma pulverizada sendo que R$ 37,8 bilhões são as chamadas emendas impositivas aquelas que o governo é obrigado a pagar de qualquer jeito. O que a gente vê aqui é uma queda de braço constante onde o governo tenta proteger os investimentos estratégicos em programas como o Bolsa Família enquanto o Congresso tenta garantir o seu quinhão individual e de bancada que soma quase R$ 40 bilhões.
A moral da história é que governar exige coragem para dizer não aos interesses paroquiais quando eles atropelam a legalidade e o planejamento do Estado. O orçamento de 2026 mostra um Brasil que tenta crescer com responsabilidade social e aumento real para o trabalhador mas a vigilância sobre como esses bilhões de emendas serão gastos precisa ser total para que o dinheiro não se perca em obras sem sentido apenas para satisfazer bases políticas.




