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Damares divulga lista de igrejas e pastores investigados na CPI do INSS

Data: 15 de janeiro de 2026

A senadora Damares Alves e o pastor Silas Malafaia resolveram lavar a roupa suja em público, e o sabão que eles estão usando é do tipo que queima a mão de quem segura. O rolo todo começou porque a CPMI do INSS, que está investigando aquela sacanagem de descontos indevidos na folha de quem já trabalhou a vida inteira e só queria paz na aposentadoria, começou a bater na porta de instituições religiosas. A Damares soltou que tinha “peixe grande” envolvido e o Malafaia, que não é de ficar calado nem debaixo d’água, partiu para o ataque chamando a ex-ministra de leviana e linguaruda, exigindo nomes ou provas.

A resposta da senadora veio em forma de dossiê, ou melhor, uma relação bem detalhada que ela diz ser baseada em documentos da Receita e relatórios de inteligência financeira, o que no bom português significa que o dinheiro deixou rastro. Ela botou no ventilador nomes como André Valadão e igrejas como a Adoração Church e a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, que agora estão na mira de pedidos de quebra de sigilo.

É aquela história que a gente conhece bem, quando o santo é de barro qualquer chuvinha de investigação faz lama, e o que a Damares está dizendo é que o esquema para tungar o dinheiro dos velhinhos passou por dentro de templos que deveriam oferecer conforto e não prejuízo. Ela diz que sente um profundo desconforto com tudo isso, mas a verdade é que o buraco na conta do aposentado dói muito mais do que qualquer tristeza de parlamentar.

Enquanto o pau quebra entre os dois, o Flávio Bolsonaro aparece ali no canto tentando colocar panos quentes, dizendo que o adversário está na esquerda e que as brigas internas são bobagem, mas a gente sabe que o medo ali é outro. O interesse político de manter o bloco unido para as próximas eleições está batendo de frente com a realidade dos fatos que a Polícia Federal e a CPMI estão trazendo à tona.

É um jogo de empurra onde um líder religioso cobra fidelidade cega e a parlamentar, acuada pela pressão, resolve mostrar que as “grandes igrejas” que ela citou não são invenção da cabeça dela. No meio desse tiroteio de acusações, ficam os pastores como Cesar Belucci e Fabiano Zettel sendo convidados para explicar o inexplicável diante de uma comissão que, se levar o trabalho a sério, pode desmontar um esquema de corrupção que usa a fé como fachada para o crime comum.

A gente precisa abrir o olho porque essa briga expõe uma fratura exposta no campo conservador que vai muito além de uma divergência de opinião sobre quem é mais ou menos evangélico. O que está em xeque é o uso de estruturas religiosas para movimentar dinheiro que foi tirado de quem menos tem, uma prática que agride qualquer princípio de moralidade pública. A denúncia está feita e os nomes estão na mesa, agora não adianta mais o Malafaia gravar vídeo gritando ou o clã Bolsonaro pedir união de fachada.

A LISTA DA DAMARES
Igrejas:

Adoração Church — Alvo de pedido de quebra de sigilo;

Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo — Alvo de pedido de quebra de sigilo;

Ministério Deus é Fiel Church — Alvo de pedido de quebra de sigilo;

Igreja Evangélica Campo de Anatote — Alvo de pedido de quebra de sigilo.

Pastores:

Cesar Belucci — Convidado a comparecer à CPMI;

André Machado Valadão — Convidado a comparecer à CPMI e alvo de pedido de quebra de sigilo;

Péricles Albino Gonçalves — Convidado a comparecer à CPMI;

Fabiano Campos Zettel — Convidado a comparecer à CPMI;

André Fernandes — Convidado a comparecer à CPMI.

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