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O Ministério Público Militar resolveu colocar ordem na casa e pedir a expulsão de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Data: 2 de fevereiro de 2026

Puxa a cadeira porque o assunto é sério e a paciência com a turma do golpe parece que esgotou de vez. O Ministério Público Militar decidiu que não dá mais para fingir que nada aconteceu e vai pedir ao Superior Tribunal Militar a expulsão definitiva de Jair Bolsonaro e sua trupe de generais golpistas. A expectativa é que as representações cheguem à mesa dos ministros nesta terça-feira, marcando a abertura dos trabalhos de 2026 com um recado bem direto para quem achava que a farda era um escudo contra a lei.

Para quem não entende o juridiquês, o que está em jogo é a perda do posto e da patente. Isso significa que o capitão reformado e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e o almirante Almir Garnier podem ser chutados oficialmente das Forças Armadas.

Se o tribunal acolher o pedido, a mudança mexe até no lugar onde eles vão cumprir as penas de prisão, já que perdem as regalias e o status da vida militar. É o fim da linha para quem usou o prestígio do Estado para conspirar contra ele.

Essa movimentação não caiu do céu. É o resultado direto da condenação pesada que eles receberam no Supremo Tribunal Federal por tentarem rasgar a Constituição e se manterem no poder no grito. O STF já carimbou que Bolsonaro liderou uma organização criminosa para anular o resultado das eleições de 2022. Agora, os ministros do STM precisam avaliar se esses sujeitos ainda possuem condições éticas de permanecer nos quadros da Marinha e do Exército. Eles não vão rediscutir o crime, mas sim decidir se essa gente ainda merece ser chamada de oficial.

A regra do jogo é clara e está escrita na Constituição. O oficial condenado a uma pena de prisão superior a dois anos deve passar por esse processo de indignidade. Como as condenações desse grupo giram entre dezenove e vinte e sete anos, a situação deles é juridicamente indefensável.

O detalhe revoltante é que, se a expulsão for confirmada, acontece a chamada morte ficta. O militar perde o direito ao soldo, mas os dependentes continuam recebendo a pensão como se o sujeito tivesse falecido. É o tipo de benefício que mostra como o sistema ainda protege os seus, mesmo quando eles traem a própria pátria.

O julgamento deve levar cerca de seis meses e será um teste de fogo para a credibilidade dos ministros militares. Desde 2017, cinquenta e oito militares foram expulsos por crimes como corrupção e roubo. Se a corte não aplicar a mesma régua para quem tentou destruir o Estado Democrático de Direito, a mensagem será de total impunidade para o alto escalão.

O Brasil precisa que essa faxina seja concluída para que as instituições voltem a focar no que interessa e parem de servir de abrigo para conspiradores que não aceitam as regras da democracia.

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