Com pedido de prisão em aberto, golpista do 8 de Janeiro consegue passaporte em embaixada brasileira e foge para Espanha
Data: 2 de fevereiro de 2026
Olha só o tamanho do absurdo! Enquanto o cidadão comum pena para tirar uma segunda via de RG na esquina de casa, um fugitivo acusado de participar daquela tentativa de golpe de 8 de janeiro conseguiu um passaporte novinho em folha dentro de um consulado brasileiro no exterior.
A notícia trazida pelo jornalista Eduardo Militão na Folhapress mostra que o arte-finalista Apolo Carvalho da Silva deu um baile no Itamaraty, na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal. O rapaz que deveria estar usando tornozeleira eletrônica e com o pé bem fincado no Brasil resolveu que o México era apenas uma escala para a sua turnê europeia.
Apolo foi até a Cidade do México e registrou um boletim de ocorrência dizendo que era um turista azarado que perdeu o documento no centro da capital. Com essa desculpa esfarrapada e alguns documentos básicos, como um Boletim de ocorrência e a CNH original, ele entrou no consulado e saiu de lá com um passaporte oficial assinado pelo vice-cônsul.
Detalhe que o ministro Alexandre de Moraes já tinha mandado cancelar qualquer documento de viagem dele há mais de dois anos. O que assusta de verdade é a falta de conversa entre os órgãos que deveriam nos proteger.
A Polícia Federal tem gente trabalhando dentro da embaixada no México, mas ninguém cruzou os dados para ver que o tal turista era na verdade um foragido com mandado de prisão em aberto. O Itamaraty admitiu que houve uma falha lamentável e só cancelou o passaporte agora em janeiro, depois que a imprensa começou a cutucar o vespeiro.
Enquanto isso, o sujeito já desembarcou na Espanha e pediu proteção internacional alegando perseguição política. É muita cara de pau para uma pessoa só.
Essa fuga não é um fato isolado e sim o retrato de uma rede que se ajuda para escapar das garras da lei. Apolo já tinha passado pela Argentina, pelo Peru e pela Colômbia antes de chegar ao México. Ele faz parte de um grupo que usa a narrativa de exilado político para esconder crimes comuns de incitação e associação criminosa.
O advogado dele, que também defende a Carla Zambelli, já avisou que a Espanha costuma ser receptiva com essa turma. No fundo, o que vemos é o uso estratégico de brechas no sistema para transformar réus em vítimas no cenário internacional.
A gente precisa falar abertamente sobre o interesse político por trás dessa ineficiência. Deixar um réu do oito de janeiro escapar pelos dedos em uma unidade diplomática brasileira é um atestado de incompetência. Se o sistema não integra as ordens do Supremo com os balcões dos consulados, a justiça vira uma peneira onde só fica preso quem não tem dinheiro para comprar uma passagem de avião.
Apolo agora vive em Madri aguardando uma audiência em abril enquanto o governo brasileiro tenta explicar como um foragido conseguiu ser atendido com tapete vermelho no exterior.




