Portal do Ricardo Mello

Foragida da Justiça, homofóbica da padaria é presa ao retornar para o Brasil

Jaqueline Santos Ludovico, 26, condenada por homofobia contra um casal em uma padaria

Data: 5 de fevereiro de 2026

Jaqueline Santos Ludovico voltou do exterior e foi direto para a cadeia. A mulher de 26 anos, condenada por homofobia contra um casal em uma padaria de São Paulo, foi presa nesta quarta-feira no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, quando desembarcava da Espanha. Ela estava foragida desde outubro do ano passado.

A história dessa mulher é um exemplo perfeito de como algumas pessoas acham que podem fazer o que bem entendem e depois simplesmente desaparecem quando as coisas ficam complicadas. Em 3 de fevereiro de 2024, Jaqueline foi filmada em uma padaria chamada Iracema, no centro de São Paulo, xingando o jornalista Rafael Gonzaga e o namorado dele, Adrian Grasson Filho.

Tudo começou por uma vaga de estacionamento. Rafael e Adrian chegaram de carro após uma festa e tentaram estacionar. Encontraram duas mulheres e um homem ocupando a vaga. Buzinaram. Dois saíram. Jaqueline ficou de braços cruzados, recusando-se a sair.

Um homem a removeu do local. Mas Jaqueline voltou. Mexeu no retrovisor do carro do casal e começou a soltar ofensas homofóbicas. Depois pegou um cone do estacionamento e jogou contra eles. Entrou na padaria continuando os xingamentos. Rafael filmou tudo. Nas imagens é possível ver Jaqueline sendo contida por um homem enquanto tentava atacar o casal. Ela gritava coisas como “você não é homem”, “eu sou mais macho que você” e “eu sou branca”. Em um momento, ela fala que é “família tradicional” e que “teve educação”. A ironia é tão pesada que quase não cabe na padaria.

A Justiça condenou Jaqueline por homofobia. Mas em vez de aceitar a condenação, ela decidiu que o melhor era sair do país. Em 9 de outubro do ano passado, ela deixou o Brasil pelo aeroporto de Guarulhos rumo à Espanha. Seu advogado a acompanhava. Até 5 de janeiro deste ano, não havia registro de retorno ao Brasil.

Aqui está o problema. Quando Jaqueline foi condenada, a Justiça a liberou para aguardar o julgamento em liberdade. Sua defesa argumentou que ela tinha filhos pequenos e que merecia essa chance. A Justiça concordou,mas impôs medidas cautelares. Ela deveria se apresentar mensalmente ao fórum criminal. Não poderia se ausentar do estado de São Paulo por mais de oito dias sem autorização judicial. Basicamente, a Justiça disse: você fica aqui, se apresenta todo mês, e não sai do estado sem avisar.

Jaqueline ignorou tudo isso. Saiu do país sem autorização. Descumpriu as medidas cautelares. Virou foragida. A Polícia Federal tem registros de movimentos migratórios que mostram exatamente quando ela saiu e para onde foi. Não há ambiguidade aqui. Ela simplesmente decidiu que as regras não se aplicavam a ela.

Agora vem a parte que complica ainda mais. Jaqueline não responde apenas por homofobia. Ela também é ré por estelionato em Santa Catarina. E há mais: ela responde por um atropelamento seguido de fuga que ocorreu em junho de 2024. Sim, depois de ser condenada por homofobia, ela ainda se envolveu em um atropelamento e fugiu do local. Foi presa preventivamente por isso também.

Sua defesa conseguiu que ela aguardasse esse julgamento em liberdade com as mesmas medidas cautelares que ela depois descumpriu. A lógica aqui é simples: se você não respeita as regras quando está em liberdade, você não merecia estar em liberdade. Jaqueline provou isso ao sair do país.

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