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Pesquisa Qaest revela polarização ainda maior; Lula e Flávio empatam no 2º turno

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Data: 11 de março de 2026

A nova rodada da pesquisa Quaest mostra que o cenário para as eleições de 2026 desenha um país estagnado em uma polarização que parece não ter fim. No levantamento o atual presidente e o senador Flávio Bolsonaro aparecem em um empate técnico rigoroso com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Esse dado revela que o governo atual não conseguiu furar a bolha de rejeição e que o sobrenome Bolsonaro mantém um fôlego impressionante mesmo após as tempestades políticas recentes.

O fenômeno do empate mostra que a estratégia de focar apenas no retrocesso do passado perdeu a eficácia diante de uma economia que ainda não convenceu o bolso do eleitor médio. Flávio Bolsonaro surge como o herdeiro natural de um espólio que muitos julgavam enterrado mas que agora se mostra pronto para a briga de igual para igual.

Olhando para o primeiro turno os números da Quaest indicam que Lula ainda mantém a liderança variando entre 35 e 39 por cento conforme os adversários apresentados em diferentes cenários. A fonte aponta que o senador Flávio Bolsonaro se consolidou como o nome mais forte da oposição alcançando entre 29 e 33 por cento da preferência dos entrevistados. Essa distância curta sugere que a eleição será decidida nos detalhes e na capacidade de atrair o eleitor que hoje se sente órfão de alternativas viáveis fora dos dois polos.

Medo equilibrado


O dado mais curioso e talvez o mais didático da pesquisa Quaest é o equilíbrio quase perfeito no termômetro do medo entre os brasileiros. Cerca de 43% dos entrevistados afirmam ter mais receio de que Lula continue no comando enquanto 42% temem a volta da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Vivemos em uma democracia movida pelo pavor do outro lado o que explica por que os índices de aprovação e rejeição andam de mãos dadas sem grandes oscilações há meses.

Essa paridade no sentimento de insegurança política trava qualquer debate sério sobre projetos de país e foca a discussão apenas na escolha do menos pior. Quando o medo de um lado anula o medo do outro o resultado é esse empate técnico que vemos nas simulações de voto para o futuro próximo.

1 comentários para “Pesquisa Qaest revela polarização ainda maior; Lula e Flávio empatam no 2º turno”

  1. O eleitor brasileiro não tem o mínimo de condições de ser um decisor em eleger governantes. Como pode o Lula com tudo que já fez para o Brasil e especialmente pelas pessoas mais necessitadas, empatar com Flávio Bolsonaro que nada fez. Essa tal democracia as vezes me assusta por não se ter controle da ignorância política de quem decide nas urnas. As redes sociais, me desculpem os mais simpatizantes, vai levar o Brasil para o abismo.

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