PGR negocia delação premiada com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro
Data: 12 de março de 2026
A Procuradoria-Geral da República decidiu abrir o balcão de negociações com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master que trocou as suítes de luxo por uma cela na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo a colunista Natália Portinari, do UOL, as conversas sobre uma delação premiada já começaram, embora a defesa negue tudo com o vigor habitual.
Para quem não acompanhou os capítulos anteriores, Vorcaro foi preso por ordem do ministro André Mendonça. O motivo foram mensagens que mostravam o banqueiro obtendo documentos sigilosos e até planejando o monitoramento e agressão de seus adversários. É o tipo de proatividade que a Justiça costuma chamar de interferência nas investigações.
A situação de Vorcaro ficou sensivelmente mais complicada depois que a CPI do Crime Organizado resolveu olhar para o lado. O colegiado aprovou a quebra de sigilo de seu cunhado, Fabiano Zettel, e de figuras ligadas ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Quando o cerco se fecha dessa forma, a delação deixa de ser uma opção ética e passa a ser uma estratégia de sobrevivência.
Se o acordo sair do papel, o impacto pode ser devastador para muita gente poderosa que dormia tranquila. Vorcaro é considerado líder de organização criminosa e, por isso, seus benefícios seriam limitados pela lei. Mesmo assim, o que ele tem a dizer sobre o funcionamento do sistema financeiro e suas conexões políticas pode causar um terremoto em Brasília.





Ele sendo o capo da organização, como seria esta delação?
Tenha em mente que é um esquema de corrupção que envolve altas figuras da República.