A coluna de Josmar Jozino no portal UOL desta quinta-feira trouxe a informação, já esperada, que detentos ligados ao PCC estão exigindo os mesmos benefícios que foram concedidos pelo ministro André Mendonça, do STF, ao banqueiro Daniel Vorcaro na prisão de segurança máxima do Distrito Federal.
A lógica dos criminosos é transparente e quase pedagógica no sentido jurídico, pois se a lei deve tratar todos de forma igual, as regalias dadas a um expoente do mercado financeiro precisam ser estendidas aos demais ocupantes do sistema.
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, entende que o mesmo direito deve ser assegurado ao seu cliente, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa.
A advogada Ana Paula Minichillo de Araújo Santos e o advogado Eliseu Minichillo, defensores de Carlenilto Pereira Maltas e Antônio José Muller Júnior, respectivamente, protocolaram no STF petição solicitando a extensão do benefício aos seus clientes. Ambos são ligados ao PCC.
Para entender o tamanho da confusão, é preciso olhar para o conceito de isonomia. Quando o sistema prisional abre uma exceção para acomodar melhor um detento de colarinho branco, ele cria um caminho pavimentado que agora serve de munição para a maior facção criminosa do país.
Os membros do grupo argumentam que não há motivo para distinção no tratamento, transformando as concessões feitas a Vorcaro em um novo patamar de conforto que eles também se sentem no direito de desfrutar.


