Hoje o golpe militar completa 62 anos. Parece história antiga, coisa de livro didático, mas qualquer um que acompanha o Brasil sabe que não é. A gente acabou de passar por uma tentativa de golpe recente e agora, com as eleições chegando, os golpistas estão de novo tentando voltar ao poder. Não é paranoia. É realidade.
Então vamos ser bem claro sobre uma coisa: não existe espaço cinzento nessa conversa. Quem apoia ditadura é golpista. Quem apoia plano para matar presidente é golpista. Quem apoia anistia para golpista é golpista. Ponto. Não tem meio termo, não tem nuance que justifique essas posições.
A luta pela democracia não é coisa do passado que a gente deixa para os historiadores resolverem. É diária. É agora. É todo dia quando a gente acorda e escolhe defender as instituições, respeitar o voto, acreditar que o voto do povo importa mais do que o poder de uma minoria armada.
O que aconteceu em 1964 foi uma ruptura brutal. Vinte e um anos de repressão, torturas, desaparecimentos, morte. Uma geração inteira teve sua vida roubada. Mas o que muita gente não entende é que aquele golpe não foi um acidente da história. Foi resultado de uma escolha. Pessoas escolheram apoiar a ditadura. Pessoas escolheram ficar em silêncio. Pessoas escolheram se beneficiar do autoritarismo.
Hoje a gente vê o mesmo padrão se repetindo. Os mesmos argumentos. A mesma retórica de que a democracia é fraca, de que precisamos de um homem forte no poder, de que direitos humanos são luxo que o Brasil não pode se dar. É o mesmo disco tocando de novo.
A diferença é que dessa vez a gente sabe como termina. A gente viu os 21 anos de escuridão. A gente conhece o preço que se paga quando deixa golpista tomar o poder. E a gente tem uma missão clara: defender a democracia nas eleições.
Eleições são o mecanismo que a gente tem para dizer não aos golpistas. É o voto que impede que eles voltem. É a participação que torna impossível um novo golpe. Porque golpe não acontece sozinho. Precisa de apoio. Precisa de gente que escolhe ficar do lado errado da história.
A luta pela democracia é diária porque os golpistas não descansam. Eles estão aí, reorganizando, recrutando, tentando convencer gente de que ditadura é solução. E a gente precisa estar aí também, todo dia, lembrando que ditadura nunca mais. Nunca.


