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Deolane Bezerra é presa pela Polícia Civil por suspeita de lavagem de dinheiro para PCC

Deolane Bezerra

Data: 21 de maio de 2026

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta manhã pela Polícia Civil de São Paulo. A operação, que também mirou outros suspeitos, aponta que ela usava a própria fama e o poder aquisitivo para maquiar transações financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a Polícia Civil, a influenciadora movimentou dinheiro de uma transportadora que, segundo o Ministério Público, servia para lavar dinheiro de Marcola, líder do PCC.


A transportadora em questão fica em Presidente Venceslau, cidade vizinha ao presídio onde Marcola cumpre pena. A empresa já havia sido alvo de operações anteriores e, segundo as investigações, era operada por laranjas. Deolane teria usado contas pessoais para transferir valores da firma, tentando dar uma aparência lícita ao dinheiro sujo. A Polícia Civil afirma que ela aproveitou a imagem pública de advogada bem-sucedida para acobertar as transações.

Um dos detalhes mais curiosos da investigação é o aluguel de um apartamento de Deolane. O imóvel, localizado na Rua Anália Franco, no bairro do Tatuapé, zona nobre de São Paulo, era alugado por Everton “Gordão”, que pagava R$ 5 mil mensais. O negócio foi fechado por “boca”, sem contrato formal – algo comum em transações suspeitas. A mulher de Gordão, que também está na mira, teria intermediado o aluguel. O apartamento, bancado com dinheiro da lavagem, escancara como a criminalidade se mistura com o luxo.

A prisão anterior em 2024

Deolane já tinha passagem pela polícia. Em 2024, foi presa em Pernambuco ao lado da mãe, na Operação Integration, que investigava jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Elas passaram 20 dias na cadeia e foram soltas depois que a prisão foi revogada. Agora, uma nova operação aponta o mesmo padrão: envolvimento com dinheiro sujo e tentativa de usar a posição pública para se blindar. A investigação começou em 2022, quando a polícia começou a apurar a migração do jogo do bicho para plataformas online.

Deolane cultivou a imagem de advogada bem-sucedida e influenciadora digital. Mas os indícios mostram que essa fachada pode ter sido usada para esconder uma engrenagem criminosa. O contraste entre o perfil que ela mostra nas redes e as acusações é gritante. A Polícia Civil já bloqueou R$ 300 milhões em bens e apreendeu R$ 8 milhões em veículos – números que revelam a escala da operação. Ela já foi presa antes e voltou como se nada tivesse acontecido; agora, a justiça tenta novamente interromper o ciclo.

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