Para tentar tumultuar a votação, o PL entrou em contradição consigo mesmo. Parte da bancada votou contra, mas o partido como um todo mudou de posição durante a tramitação e passou a defender o modelo 4×3, além de exigir que a escala 6×1 terminasse imediatamente, sem os 60 dias de transição que o texto original previa.
Nos bastidores, a oposição admite que essa reviravolta fazia parte de uma estratégia deliberada para bagunçar a votação e constranger o PT, que acabou apoiando um modelo com menos dias de descanso do que aquele que seus críticos defendiam.
Segundo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o PT queria aprovar o fim da escala 6×1 para colocar a oposição em maus lençóis durante a campanha. “Mas eu sei jogar o jogo também”, disparou, votando a favor da PEC.
A confissão é reveladora: quando se trata de manobras políticas, ele até ousa defender trabalhador. Não foi à toa que ganhou um frasco de óleo de peroba da deputada Samia Bomfim (PSOL/SP).
Na lista dos inimigos do trabalhador brasileiro, a maioria é da região Sul, dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
- Confira a lista dos inimigos do trabalhador brasileiro:
- Paulo Marinho Jr (PL-MA) – não votou no 2º turno
- Nicoletti (PL-RR)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Fabio Schiochet (União-SC)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Pezenti (MDB-SC)
- Zé Trovão (PL-SC) – não votou no 2º turno
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Kim Kataguiri (Missão-SP)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rosangela Moro (PL-SP)


