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EUA propõem sobretaxa de 12,5% ao Brasil por suposta falha no combate ao trabalho forçado

Casa Branca

Data: 3 de junho de 2026

Os Estados Unidos acusam o Brasil de não fazer sua lição de casa. Nesta terça-feira (2), o Escritório de Comércio americano (USTR) concluiu que 60 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A resposta foi propor uma sobretaxa de 12,5% sobre todos os produtos brasileiros.

A investigação se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o mesmo instrumento que fundamenta a proposta de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras divulgada anteriormente. Não está claro se as duas taxas serão somadas, o que tornaria a situação ainda mais complicada para exportadores brasileiros.

O governo americano dividiu os países em dois grupos. Seis deles, como União Europeia, México e Canadá, recebem uma tarifa menor de 10% porque já possuem alguma proibição parcial ou se comprometeram formalmente a aplicar regras. O Brasil caiu no grupo mais pesado, junto com China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, entre outros.

Segundo o relatório americano, a prática desses países é “irracional” e cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores dos EUA. O embaixador Jamieson Greer foi direto: “A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais.”

No caso brasileiro, a investigação apontou que embora o país assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

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