O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira que solicitou à Fifa a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun, suspenso após receber cartão vermelho no jogo contra a Bósnia e Herzegovina. A declaração aconteceu no Salão Oval da Casa Branca, onde Trump não poupou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela marcação.
“Eu pedi uma revisão, pois não achei que foi falta. Tudo o que fiz foi pedir a revisão, não disse a eles o que devem fazer”, explicou Trump a repórteres. O presidente americano ainda descreveu seu interlocutor na Fifa como “um homem altamente respeitado”, deixando implícito que sua influência pesou na decisão.
A questão do árbitro brasileiro ganhou tom de investigação nas palavras de Trump. “É um pouco suspeito, se você checar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito”, afirmou, sugerindo que Claus teria histórico questionável sem apresentar evidências concretas.
A Fifa anulou a suspensão automática de Balogun no domingo, permitindo que o jogador participasse das oitavas de final contra a Bélgica, marcada para segunda-feira em Seattle. A decisão invocou o Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite suspender total ou parcialmente uma punição esportiva. Segundo a entidade, a medida incluiu um período probatório de um ano.
Balogun havia sido expulso aos 19 minutos do segundo tempo após uma entrada dura em Tarik Muharemovic. Normalmente, a punição seria cumprida sem possibilidade de recurso, mas a interferência presidencial americana alterou o curso dos acontecimentos.
A decisão da Fifa gerou atrito com a Uefa, federação europeia de futebol, que classificou a anulação como “inédita, incompreensível e injustificável”. A entidade questionou publicamente a exceção histórica, já que pela primeira vez desde 1962 a Fifa permite que um jogador suspenso participe de uma partida.
Trump já havia celebrado a anulação nas redes sociais, escrevendo “Obrigado, Fifa, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça”. A relação entre o presidente americano e o comando da Fifa não é recente. Em dezembro, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, criou um “Prêmio de Paz da Fifa” para presentear Trump, após o americano manifestar frustração por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz.


