‘Foi mal, tava doidão’: Bolsonaro confessa em vídeo que usou ferro de solda para tentar romper tornozeleira eletrônica
Data: 22 de novembro de 2025
Em um ato que revela seu desprezo pela justiça, ex-presidente confessa ter tentado destruir tornozeleira eletrônica e acaba preso preventivamente por ordem de Moraes
A casa caiu para Jair Bolsonaro. O ex-presidente, que já cumpria prisão domiciliar por sua condenação por tentativa de golpe, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (22). O motivo? Uma tentativa amadora e desesperada de se livrar da tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda.
O episódio, que parece saído de um roteiro B, expõe a dificuldade de Bolsonaro em se submeter às regras mais básicas da Justiça.
Tudo começou na madrugada, quando o sistema de monitoramento da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) disparou um alerta: o dispositivo de Bolsonaro havia sido violado. Uma equipe foi imediatamente enviada à sua residência em Brasília.
A primeira desculpa foi frágil: o equipamento teria batido em uma escada. No entanto, o relatório da Seape foi categórico. O que os agentes encontraram não era um dano acidental. O documento descreve “marcas de queimadura em toda sua circunferência” e, confrontado com a evidência, Bolsonaro não teve outra saída a não ser confessar.
Em diálogo gravado e divulgado pela própria Seape, a verdade veio à tona de forma constrangedora.
Agente: O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?
Bolsonaro: Coloquei ferro quente.
Agente: Ferro quente? Que ferro foi? De passar?
Bolsonaro: Ferro de soldar.
A confissão de que usou um “ferro de soldar” no final da tarde para tentar abrir o equipamento selou seu destino. O dispositivo foi trocado, mas o ato de desafio às autoridades judiciais já estava registrado e não passaria impune.
A consequência imediata: ida para a prisão
A violação deliberada das medidas cautelares foi a gota d’água. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão domiciliar foi revogada e convertida em prisão preventiva. Bolsonaro foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
É importante esclarecer: esta nova prisão não é o início do cumprimento de sua pena de 27 anos, mas uma consequência direta de seu mau comportamento enquanto aguardava os trâmites finais do processo.
Agora, o futuro de Bolsonaro será decidido pela Primeira Turma do STF, que se reunirá em uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira para deliberar se mantém ou não a prisão preventiva.





É muito confortante ver a justiça sendo feita de pronto. Sempre alerta !!!
Que sábado senhores. Justiça sendo feita