Portal do Ricardo Mello

Inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta, em 4,45%

Data: 24 de novembro de 2025

Pela segunda semana seguida, as projeções para a inflação de 2025 ficaram abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo Lula. O boletim Focus trouxe uma previsão de 4,45% para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no próximo ano.

O que significa essa melhora nas projeções?

Para entender a importância desses números, precisamos lembrar que o Conselho Monetário Nacional estabeleceu uma meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5% sem causar alarme.

A revisão positiva veio depois do resultado surpreendente de outubro, quando a inflação ficou em apenas 0,09%, o menor patamar para o mês desde 1998. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, saindo pela primeira vez em oito meses da casa dos 5%.

Enquanto a inflação dá sinais de alívio, as projeções para o crescimento econômico permanecem estáveis. O mercado manteve suas apostas de que o PIB crescerá 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. São números que refletem um cenário de crescimento moderado, mas consistente.

Selic: os juros altos continuam no horizonte

Aqui está o ponto que mais preocupa quem precisa de crédito ou tem dívidas. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, e os analistas acreditam que ela ficará nesse patamar até o final de 2025. Para 2026, a expectativa caiu ligeiramente de 12,25% para 12%, enquanto 2027 deve fechar com juros em 10,50%.

Essa política de juros altos tem uma lógica clara: quando o Banco Central aumenta a Selic, torna o crédito mais caro e incentiva a poupança, o que ajuda a controlar a inflação. Por outro lado, juros elevados também podem frear o crescimento econômico.

Dólar estável, mas em patamar elevado

No front cambial, as coisas permanecem relativamente estáveis. O mercado projeta que o dólar termine 2024 cotado a R$ 5,40, mantendo-se em R$ 5,50 tanto para 2026 quanto para 2027. São valores que ainda representam um real enfraquecido em relação aos padrões históricos.

As projeções atuais sugerem um cenário de inflação controlada, mas com juros ainda elevados. Para as famílias brasileiras, isso significa que o poder de compra pode se recuperar gradualmente, mas o acesso ao crédito continuará caro.

Para o governo, a queda da inflação oferece algum respiro político, especialmente considerando que o controle dos preços é uma das principais preocupações da população. No entanto, o crescimento econômico moderado pode limitar a geração de empregos e a melhoria das condições sociais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 1 =

Notícias relacionadas