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CHANTAGEM: Flávio Bolsonaro já negocia desistência antes mesmo de esquentar a cadeira de candidato

Data: 8 de dezembro de 2025

Mal anunciou a pré-candidatura na sexta-feira e Flávio Bolsonaro já está falando em desistir. O senador do Rio de Janeiro disse em entrevista à TV Record que tem um “preço” para abandonar a corrida presidencial de 2026. Spoiler: o preço tem nome e sobrenome.

Em conversa com jornalistas no domingo, antes de participar de um culto evangélico em Brasília, o filho mais velho do ex-presidente deixou no ar que existe uma possibilidade de não levar a candidatura até o fim. “Tenho um preço para isso, que eu vou negociar”, declarou, sem revelar detalhes na hora.

A resposta veio na entrevista televisiva. Segundo aliados do senador, Flávio afirmou que abriria mão da candidatura se o pai, Jair Bolsonaro, estivesse solto e apto a disputar as eleições. Ou seja, se a anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro saísse do papel.

Quando questionado pelos jornalistas se o tal “preço” seria justamente o Congresso pautar o projeto da anistia, Flávio respondeu apenas: “Está quente”. A temperatura política realmente subiu alguns graus.

O senador fez questão de dizer que sua pré-candidatura não é um balão de ensaio. Mas a declaração sobre ter um preço para desistir soa exatamente como isso. Afinal, que tipo de candidato anuncia publicamente que está disposto a negociar sua própria desistência antes mesmo de começar a campanha?

A movimentação de Flávio expõe o dilema da família Bolsonaro. Com o pai inelegível até 2030 e enfrentando diversos processos na Justiça, o clã precisa manter o projeto político vivo. O filho surge como plano B, mas deixa claro que prefere ser plano C se o plano A voltar à mesa.

A estratégia revela também a aposta na pressão política para aprovar a anistia. Ao se colocar como candidato e simultaneamente sinalizar que pode desistir, Flávio cria um cenário onde sua candidatura serve como moeda de troca nas negociações sobre o futuro do pai.

O movimento gera questionamentos sobre a seriedade da candidatura. Se o próprio candidato já fala em desistir antes mesmo de começar, como esperar que eleitores e aliados levem a proposta a sério?

A declaração de Flávio também coloca em xeque a narrativa de renovação que parte da direita tenta construir. Em vez de apresentar um projeto próprio, o senador deixa explícito que sua candidatura existe apenas enquanto o pai não puder voltar ao jogo.

Para quem acompanha a política brasileira, a situação tem ares de novela. O filho assume o protagonismo, mas deixa a porta aberta para o retorno do personagem principal. Resta saber se o público vai comprar essa história ou se preferirá mudar de canal.

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