PL da Dosimetria é “pró-facção” e será rejeitado no Senado, antecipa Otto Alencar
Data: 15 de dezembro de 2025
O senador Otto Alencar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi lá e falou uma verdade que todo mundo já sabia mas ninguém tinha coragem de dizer assim, na lata: esse tal de PL da Dosimetria que veio da Câmara não é só sobre os condenados do 8 de janeiro não, gente, isso aí é um presente de Natal antecipado para o Bolsonaro e para para todo tipo de bandido que você possa imaginar.
E quando eu digo todo tipo, é todo tipo mesmo, viu? O senador foi didático na explicação, porque ele sabe que tem gente que ainda não entendeu a encrenca que estão tentando empurrar goela abaixo da sociedade brasileira.
O que esse projeto faz
Vou explicar aqui o que Otto Alencar deixou bem claro na entrevista, porque tem muita gente achando que esse projeto é só para aqueles que invadiram os Três Poderes em janeiro do ano passado. Que nada, minha gente! Esse projeto é um guarda-chuva gigantesco que cobre crimes patrimoniais, crimes contra a administração pública, crimes ambientais, econômicos, contra a pessoa, crimes sexuais, crimes de corrupção. Imagina assim: você pega um projeto que deveria ser específico para uma situação específica e transforma numa anistia geral e irrestrita para meio mundo.
O próprio Otto Alencar foi cirúrgico na análise: “esse aqui é pró-facção, esse é para ajudar quem está apenado já em outras modalidades”. Traduzindo do politiquês para o português claro: estão querendo usar a desculpa do 8 de janeiro para soltar geral, desde o traficante da esquina até o corrupto de colarinho branco que desviou milhões dos cofres públicos.
E olha que ironia da vida, pessoal. O Senado acabou de aprovar um projeto antifacção, combatendo o crime organizado, e agora querem que os mesmos senadores aprovem um projeto que, na prática, beneficia exatamente quem deveria estar sendo combatido. É como se você instalasse um alarme na sua casa de manhã e deixasse a porta aberta de noite.
A matemática política não fecha
Agora vem a parte interessante da conversa, que mostra como a política real funciona longe dos holofotes e das redes sociais. Otto Alencar foi honesto ao admitir que, mesmo sendo contra o projeto, vai ter que colocar em votação na CCJ porque é obrigação regimental dele como presidente da comissão. Mas aí ele soltou a bomba: “ele não vai ter, na minha opinião, pelo que eu conheço, votos para ser aprovado na CCJ ou no plenário do Senado Federal”.




