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STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

Data: 16 de dezembro de 2025

O Supremo Tribunal Federal chegou nesta terça-feira, 16 de dezembro, à marca de 29 condenados na trama golpista que quase destruiu nossa democracia. Vinte e nove, pessoal! E só dois foram absolvidos por falta de provas.

A Primeira Turma do STF finalizou hoje o julgamento do que chamam de Núcleo 2, condenando mais cinco réus que participaram dessa tentativa de golpe. Entre setembro e novembro, já tinham sido condenados outros 24 envolvidos nos núcleos 1, 3 e 4. É uma operação de desmonte da democracia que envolveu militares de alta patente, ministros, delegados da Polícia Federal e assessores presidenciais.

O que realmente aconteceu

Vamos traduzir esse juridiquês todo para o português claro, porque a coisa é séria demais para ficar perdida em termos técnicos. O STF dividiu os réus em cinco núcleos, como se fossem células de uma organização criminosa mesmo. E olha, não é exagero chamar assim, porque foi exatamente isso que aconteceu: uma tentativa organizada de derrubar o governo democraticamente eleito.

No Núcleo 1, que é o principal, temos Bolsonaro com 27 anos e três meses de prisão. Junto com ele, Walter Braga Netto, que era candidato a vice-presidente em 2022, pegou 26 anos. Imagina assim: o cara que queria ser vice-presidente do Brasil estava tramando um golpe contra a própria democracia que o elegeria. É de uma perversidade que chega a dar náusea.

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça que deveria defender as instituições, foi condenado a 24 anos. Augusto Heleno, que comandava o Gabinete de Segurança Institucional, pegou 21 anos. Esses eram os homens que juraram defender a Constituição e estavam conspirando para rasgá-la.

Os tentáculos da conspiração

Agora vem a parte que mais me impressiona nessa história toda: a quantidade de militares envolvidos. No Núcleo 3, temos uma coleção de tenentes-coronéis e coronéis que transformaram o quartel em centro de conspiração. Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, todos tenentes-coronéis, todos condenados a mais de 20 anos de prisão.

É importante entender uma coisa aqui: esses não eram militares de baixa patente agindo por conta própria. Eram oficiais superiores, gente que chegou ao topo da carreira militar e decidiu usar essa posição para tentar derrubar um governo eleito. Isso tem nome, e o nome é traição à pátria.

O Núcleo 2, julgado hoje, trouxe mais revelações chocantes. Mário Fernandes, general da reserva, foi condenado a 26 anos e seis meses. Silvinei Vasques, que dirigia a Polícia Rodoviária Federal, pegou 24 anos e meio. Imaginem: o cara que comandava a PRF, que deveria garantir a segurança nas estradas, estava envolvido numa trama para acabar com a democracia.

As poucas absolvições que confirmam a regra

Dos 31 julgados até agora, apenas dois foram absolvidos: o general Estevam Theófilo e o delegado Fernando de Sousa Oliveira. E sabe por que foram absolvidos? Por falta de provas, não porque eram inocentes da intenção. Isso mostra como o STF foi criterioso, como analisou cada caso com rigor. Não houve perseguição política, houve julgamento baseado em evidências.

O fato de só dois terem sido absolvidos em meio a 29 condenações deveria fazer qualquer pessoa de bom senso parar para pensar: será que realmente havia uma conspiração massiva contra a democracia brasileira? A resposta está aí, cristalina, nos autos dos processos.

O preço da tentativa de golpe

Vocês percebem o que significa ter um ex-presidente condenado a 27 anos de prisão? Isso não acontece por acaso, não acontece por birra política ou perseguição. Acontece porque as evidências mostraram que houve uma tentativa real, concreta, de destruir o sistema democrático brasileiro.

Walter Braga Netto, com seus 26 anos de condenação, era o homem que deveria ser vice-presidente caso Bolsonaro ganhasse em 2022. Pensem nisso: o segundo homem na linha sucessória presidencial estava envolvido numa trama golpista. É de uma gravidade que transcende qualquer polarização política.

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin, pegou mais de 16 anos. Esse é o cara que comandava a inteligência brasileira e usava essa posição para conspirar contra a democracia. A Abin, que deveria proteger o Estado brasileiro, virou instrumento de conspiração.

A democracia resistiu, mas por pouco

O que mais me impressiona nessa história toda é como chegamos perto do abismo. Tivemos militares de alta patente, ministros de Estado, diretores de órgãos de segurança, todos envolvidos numa trama para derrubar um governo eleito. Se não fosse a resistência das instituições, especialmente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, hoje estaríamos vivendo sob uma ditadura.

Ainda falta julgar Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, que mora nos Estados Unidos e compõe sozinho o Núcleo 5. É simbólico demais: o neto de um ditador envolvido numa nova tentativa de golpe. A história se repetindo como farsa, mas uma farsa perigosa que quase deu certo.

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