Portal do Ricardo Mello

Trump transforma Casa Branca em mural de bullying contra ex-presidentes

Data: 18 de dezembro de 2025

Gente, vocês não vão acreditar no que Donald Trump fez agora na Casa Branca… o homem literalmente transformou a sede do poder americano num mural de bullying contra seus antecessores, instalando placas com insultos e descrições pejorativas embaixo dos retratos dos ex-presidentes. É como se ele tivesse transformado a residência presidencial mais famosa do mundo numa espécie de rede social física, cheia de ataques pessoais e provocações baratas.

Segundo reportagem da colunista Sandra Cohen no G1, Trump afixou essas placas na quarta-feira passada numa parede que ele mesmo batizou de “Calçada Presidencial da Fama”, inaugurada em setembro. Com a popularidade em baixa e problemas econômicos se acumulando, o presidente americano decidiu que a melhor estratégia era desviar a atenção atacando quem veio antes dele. É a velha tática do político em crise: quando não tem o que mostrar, aponta o dedo para os outros e se comporte como um moleque mimado.

Trump pegou os retratos oficiais dos ex-presidentes americanos e colocou placas embaixo com descrições que, segundo a porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt, foram “escritas diretamente pelo próprio presidente”. Imagina assim, você vai visitar a Casa Branca esperando conhecer a história americana e se depara com um festival de ofensas pessoais escritas pelo atual ocupante do cargo.

O alvo preferido, obviamente, é Joe Biden, que nem retrato tem mais. Trump substituiu a foto oficial do antecessor por uma imagem de caneta automática e descreveu Biden como “sonolento” e o pior presidente da história dos Estados Unidos. Barack Obama virou “uma das figuras políticas mais controversas” e “divisivo”, com críticas ao acordo nuclear com o Irã e ao acordo do clima. Bill Clinton ganhou uma menção especial porque sua esposa Hillary perdeu a eleição de 2016 para Trump.

Mas a coisa fica ainda mais bizarra quando você vê como Trump descreveu a si mesmo. As duas placas sobre seus mandatos são pura megalomania, falando em “vitória esmagadora” e “maior economia da história do mundo”. Com menos de um ano de mandato, o cara já antecipa o próprio legado e escreve em letras maiúsculas: “O melhor ainda está por vir”.

A porta-voz tentou justificar essa palhaçada dizendo que são “descrições eloquentes de cada presidente e do legado que deixaram”, mas qualquer pessoa com dois neurônios funcionando percebe que isso é puro des(res)peito institucional. Não estamos falando de um comentário nas redes sociais ou de uma entrevista polêmica, estamos falando da Casa Branca sendo transformada em palanque pessoal de um presidente que não consegue aceitar que outros ocuparam o cargo antes dele e que parece ter sérios problemas de autoestima.

E tem mais, porque Trump não parou por aí. Neste segundo mandato, ele promoveu reformulações controversas na Casa Branca, substituindo a grama do Jardim das Rosas por um pátio de pedra e demolindo parte da Ala Leste para construir um salão de baile. O homem está literalmente remodelando a sede do poder americano à sua imagem e semelhança, como se fosse um resort particular e não um patrimônio histórico da humanidade.

Ronald Reagan, que deveria ser um herói para qualquer republicano, recebe elogios mas é descrito também como “fã de um jovem Trump”. Até Gerald Ford ganha destaque por ter dado “um indulto muito corajoso a Richard Nixon”. Percebe o padrão? Tudo gira em torno do próprio Trump, como se a história americana inteira fosse apenas um prólogo para a chegada dele ao poder.

Essa atitude revela algo muito preocupante sobre o estado da democracia americana. Quando um presidente transforma a Casa Branca em instrumento de ataque pessoal contra antecessores, ele está quebrando uma tradição fundamental de respeito institucional que sustenta qualquer regime democrático. A Casa Branca não pertence a Trump, pertence ao povo americano e representa a continuidade do Estado, não as birras pessoais de quem está no cargo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezenove + dezenove =

Notícias relacionadas