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Câmara cancela passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem após cassação

Data: 22 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados finalmente decidiu fazer o que deveria e cancelou os passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem na última sexta-feira. Sim, você ouviu certo, aqueles dois que estão curtindo a vida nos Estados Unidos com dinheiro público brasileiro finalmente perderam esse privilégio.

A medida veio através de ofícios da Segunda Secretaria da Casa, que é o setor responsável por emitir esses documentos oficiais de viagem. Existe um decreto federal que estabelece claramente quem tem direito a esse tipo de documento, e a regra é cristalina: apenas deputados e senadores com mandato vigente podem ter passaporte diplomático. Não tem meio termo, não tem jeitinho, não tem “mas ele ainda é filho do ex-presidente”. Perdeu o mandato, perdeu o passaporte. Simples assim.

Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado por excesso de faltas, porque o rapaz decidiu que morar nos Estados Unidos era mais importante do que exercer o cargo para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo. Imagina assim: você contrata um funcionário, ele some do trabalho por meses, mas continua recebendo salário e ainda por cima quer manter os benefícios da função. É exatamente isso que estava acontecendo aqui.

Já Alexandre Ramagem perdeu o mandato porque foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista. Dezesseis anos, gente. Não foi uma multinha por estacionar em local proibido.

O mais interessante dessa história toda é que a Câmara não cancelou só os passaportes dos dois, mas também os das esposas e filhos deles. Porque sim, eles tinham direito a passaporte diplomático para a família toda.

Ramagem saiu do Brasil em setembro, bem antes do STF concluir o julgamento que o condenou, usando justamente esse passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos. É o famoso “sair pela porta dos fundos” enquanto a casa está pegando fogo. Eduardo Bolsonaro está lá desde fevereiro e também admitiu em entrevistas que usou o documento diplomático para entrar no país. Ou seja, os dois usaram privilégios do Estado brasileiro para fugir da Justiça brasileira.

A Segunda Secretaria da Câmara já comunicou o cancelamento ao Ministério das Relações Exteriores, que é quem efetivamente emite esses documentos, e solicitou que os ex-parlamentares devolvam os passaportes. Claro que a chance deles devolverem espontaneamente é a mesma de nevar em Brasília no verão, mas pelo menos o procedimento legal está sendo seguido.

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