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PT vai às ruas no 8 de janeiro e pressiona Lula a vetar perdão aos golpistas

Data: 29 de dezembro de 2025

O Partido dos Trabalhadores anunciou que vai realizar atos pelo país inteiro no dia 8 de janeiro de 2026, quando a invasão às sedes dos Três Poderes completa três anos. O tema escolhido foi “Brasil nas ruas pela democracia”, e não é coincidência nenhuma que isso aconteça justamente agora, quando o Congresso aprovou aquele PL da Dosimetria que vai beneficiar os golpistas.

A estratégia é clara: usar a data simbólica pra pressionar o Lula a vetar na íntegra esse projeto absurdo que reduz as penas dos terroristas do 8 de janeiro. E olha que timing perfeito, porque aliados do presidente já estão defendendo que ele assine o veto durante a cerimônia oficial em Brasília. Seria um gesto político forte, simbólico, mostrando que a democracia brasileira não vai passar a mão na cabeça de quem tentou destruí-la.

O projeto que quer perdoar quem atacou a democracia

No dia 17 de dezembro, o Senado aprovou por 48 votos a favor e 25 contrários um projeto que reduz drasticamente as penas para os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Imagina assim: você invade o Congresso, o STF e o Palácio do Planalto tentando derrubar um governo eleito democraticamente, e o próprio Congresso depois aprova uma lei pra diminuir sua punição.

O projeto estabelece que quem cometer dois ou mais crimes só será condenado pela pena mais grave, não pela soma das penas. Além disso, os condenados poderão cumprir apenas 16% da pena em regime fechado, mesmo tendo usado violência. Para reincidentes, que antes precisavam cumprir 30% da pena em regime fechado, agora serão apenas 20%. É literalmente um projeto feito sob medida pra beneficiar os golpistas.

E o principal beneficiado é o Jair Bolsonaro. Condenado a 27 anos e três meses pelo STF, o ex-presidente poderá ficar apenas 2 anos e 4 meses preso. Sem esse projeto, ele ficaria preso pelo menos até 2033. Ou seja, o Congresso Nacional aprovou uma lei específica pra soltar mais cedo quem tentou dar um golpe de Estado no Brasil. A ironia é tão absurda que chega a ser cômica, se não fosse trágica.

A mobilização petista e o recado político

Agora vou falar da resposta política que o PT está organizando, e aqui a coisa fica interessante do ponto de vista estratégico. O presidente do partido, Edinho Silva, pediu que a base se mobilize em protesto contra a redução de pena dos golpistas, e disse uma frase que resume bem o momento: “O Partido dos Trabalhadores tem que ser o grande instrumento de luta da classe trabalhadora e dos setores mais oprimidos da sociedade. Isso se faz com propostas, sim, mas se faz com presença no território”.

Essa fala do Edinho não é casual, é um recado claro de que o PT entendeu que precisa voltar às ruas, precisa ocupar o espaço público, precisa mostrar força política além dos gabinetes de Brasília. E escolher o 8 de janeiro pra isso é simbólico: transformar a data da tentativa de golpe numa data de reafirmação democrática.

Em Brasília, o Lula planeja uma cerimônia com autoridades, como aconteceu nos dois anos anteriores. Em 2024, estiveram presentes os chefes dos Três Poderes. Em 2025, o palanque ficou esvaziado porque os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, não compareceram. E olha que sinal político interessante: os mesmos caras que não foram à cerimônia de defesa da democracia foram os que aprovaram o projeto pra beneficiar os golpistas.

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