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O dia do acerto de contas: STF julga militares que planejaram matar Lula para dar um golpe

Data: 11 de novembro de 2025


Nesta terça-feira, o Brasil para e volta seus olhos para Brasília. Não é exagero. O que começa a ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) é um dos capítulos mais sombrios e violentos da recente tentativa de golpe que quase destruiu nossa democracia. CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR AO VIVO

A Primeira Turma do STF vai decidir o destino de dez homens – nove militares de alta patente e um policial federal – que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), não queriam apenas gritar palavras de ordem em frente a quartéis. Eles formavam o núcleo que planejou assassinar o presidente Lula, o ministro Alexandre de Moraes e o vice-presidente Geraldo Alckmin para mergulhar o país no caos e tomar o poder à força.

Quem são os homens que juraram defender a Pátria e a traíram?

A lista de réus é assustadora, não pelos nomes, mas pelas patentes. São generais e coronéis que deveriam ser a linha de defesa da Constituição, mas que, segundo a PGR, escolheram o caminho da conspiração. Entre eles estão o general da reserva Estevam Theophilo e o coronel Romão Corrêa Netto, apontado como um dos articuladores mais ativos da trama.

  • Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do Exército)
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (general da reserva)
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército)
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel do Exército)
  • Márcio Nunes de Resende Jr. (coronel do Exército)
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel do Exército)
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel do Exército)
  • Ronald Ferreira de Araújo Jr. (tenente-coronel do Exército)
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército)
  • Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal)

Esses homens não são amadores. São figuras treinadas pelo Estado brasileiro, com acesso a informações privilegiadas e comando de tropas, que teriam usado todo esse aparato para conspirar contra o próprio Estado que juraram proteger.

As acusações são pesadas

A PGR não poupou palavras na denúncia. As acusações são de uma gravidade sem precedentes para oficiais das Forças Armadas em tempos democráticos:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Tentativa de Golpe de Estado
  • Organização criminosa armada

Traduzindo do “juridiquês”: Eles são acusados de formar um grupo armado para destruir a democracia e tomar o poder na marra. Se condenados, as penas somadas podem significar décadas de prisão, mandando um recado claro de que ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei.

Por que você precisa acompanhar este julgamento?

Este não é um espetáculo distante. O que está em jogo é o nosso futuro. Permitir que militares de alta patente conspirem para matar autoridades e rasgar a Constituição sem consequências seria o mesmo que assinar um cheque em branco para futuras tentativas de golpe.

O julgamento, que será transmitido ao vivo pela TV Justiça e pelo YouTube do STF a partir desta terça-feira (11/11), é a chance de ver a democracia em ação, mostrando seus “anticorpos”. É a oportunidade de entender como o sistema de justiça está respondendo à maior ameaça que já sofreu.

O ministro Alexandre de Moraes, ele mesmo um dos alvos do plano macabro, é o relator e seu voto dará o tom do julgamento. Depois, votarão Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A condenação desses réus não é vingança, é vacina. Uma vacina contra o autoritarismo e a certeza de que o poder emana do povo, e não de um grupo de conspiradores fardados.

A conta do golpismo está chegando, e é fundamental que todos nós estejamos atentos para garantir que ela seja paga integralmente. O recado precisa ser inequívoco: na democracia brasileira, golpista não tem vez.

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