Bolsonaro é preso pela Polícia Federal após tentar violar tornozeleira eletrônica em nova tentativa de fuga
Data: 22 de novembro de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve sua prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após tentar violar a tornozeleira eletrônica às 0h08 da manhã, em uma clara tentativa de fuga que contaria com a “ajudinha” de uma vigília convocada pelo filho Flávio Bolsonaro.
A ironia da situação salta aos olhos: depois de ter sido colocado em prisão domiciliar por causa das trapalhadas do filho Eduardo Bolsonaro, que tentou pressionar autoridades americanas contra o STF, agora Bolsonaro se vê atrás das grades novamente por conta das ações do outro rebento, o senador Flávio.
Armadilha perfeita dos próprios filhos
Na sexta-feira, Flávio Bolsonaro fez uma convocação dramática nas redes sociais para uma “vigília pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”, marcada para as 19h do sábado, bem em frente ao condomínio onde o pai cumpria prisão domiciliar.
“Você vai lutar pelo seu país ou assistir tudo do celular aí do sofá da sua casa?”, provocou Flávio no vídeo que viralizou com mais de 62 mil visualizações. A retórica inflamada prometia “buscar o Senhor dos Exércitos” e pedir para “Deus aplicar sua justiça aos que perseguem tanta gente inocente”.
O que não se sabe ao certo, é se a movimentação toda serviria de cortina de fumaça perfeita para uma tentativa de fuga do pai. Afinal, nada melhor que uma multidão de apoiadores para confundir a fiscalização policial, não é mesmo?
O plano que deu errado
De acordo com a decisão de Moraes, a estratégia era cristalina: usar a vigília como distração enquanto Bolsonaro tentava se livrar da tornozeleira eletrônica. O Centro de Integração de Monitoração do DF flagrou a violação do equipamento exatamente às 0h08 do sábado, algumas horas depois da vigília programada.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”, escreveu Moraes na decisão que determinou a prisão preventiva. O ministro não poupou palavras ao descrever como a manifestação convocada por Flávio facilitaria a tentativa de escapada.
Alexandre de moraes
A localização estratégica do condomínio, a apenas 13 quilômetros da embaixada americana, distância que pode ser percorrida em 15 minutos de carro, não passou despercebida. Moraes lembrou que Bolsonaro já havia planejado anteriormente uma fuga para a embaixada da Argentina durante as investigações.
Histórico de família: quando os filhos atrapalham
Esta não é a primeira vez que os filhos de Bolsonaro acabam complicando ainda mais a situação judicial do pai. Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho “03”, foi o responsável direto pela prisão domiciliar inicial ao tentar articular sanções americanas contra ministros do STF.
A Polícia Federal descobriu que pai e filho vinham “atuando junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”. Uma verdadeira traição à soberania nacional que custou caro a Bolsonaro.
Agora, Flávio completa o “combo” familiar ao convocar uma manifestação que, segundo a PF, tinha “altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar” e colocava “em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.
O modus operandi que não muda
Para quem acompanha a trajetória política de Bolsonaro, o padrão se repete: usar manifestações populares como ferramenta de pressão e, quando conveniente, como cortina de fumaça para atividades ilícitas. A decisão de Moraes foi cirúrgica ao identificar que a “vigília” nada mais era que uma repetição do “modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”.
O ministro citou as manifestações de 2022 em frente aos quartéis, quando apoiadores bolsonaristas acamparam por semanas pedindo intervenção militar. Desta vez, o objetivo era diferente, mas a estratégia permanecia a mesma: mobilizar a base para criar confusão e facilitar objetivos pessoais.
A Democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio País, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu País, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua responsabilidade como Senador da República.
A decisão ainda precisa ser referendada pela Primeira Turma do STF em sessão virtual que vai até segunda-feira.




