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Erika Hilton pede apreensão de celular de Nikolas por descumprir ordem judicial em visita a Bolsonaro

Data: 24 de novembro de 2025

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), pedindo que Alexandre de Moraes determine a apreensão do celular do parlamentar. O motivo? Uma visita que pode ter custado caro para Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira (21), Nikolas Ferreira fez uma visita a Bolsonaro em sua residência em Brasília, quando o ex-presidente ainda cumpria prisão domiciliar. Imagens do Jornal Nacional, da TV Globo, mostraram o deputado usando o celular na área externa da casa.

O problema é que existe uma decisão judicial específica proibindo dispositivos de comunicação na presença do ex-presidente. E foi exatamente isso que Nikolas teria violado, segundo a acusação de Erika Hilton.

Horas após a visita de Nikolas, às 00h07 de sábado (22), o sistema de monitoramento registrou uma violação na tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. Coincidência?

Questionado pelos agentes sobre o incidente, Bolsonaro deu uma explicação no mínimo criativa: disse ter usado um ferro de solda para tentar abrir o dispositivo, mas depois negou qualquer tentativa de rompimento. A versão não convenceu Moraes, que converteu a prisão domiciliar em preventiva.

“Fortes indícios de cooperação”

Na petição enviada ao STF, Erika Hilton não economiza nas acusações. Segundo ela, os atos de Nikolas “não apenas descumprem ordem judicial”, mas podem indicar “colaboração com uma possível tentativa de fuga”.

A deputada levanta várias possibilidades: Nikolas poderia ter transmitido instruções, combinado estratégias com terceiros, oferecido meios tecnológicos ou realizado gravações não autorizadas. “Há fortes indícios de que os atos praticados pelo noticiado sugerem participação ativa na articulação que antecedeu a tentativa de fuga”, afirma o documento.

A defesa de Nikolas: “não sabia da proibição”

A equipe de Nikolas Ferreira reagiu rapidamente nas redes sociais, alegando que “não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celulares”. Segundo o deputado, nem o Judiciário nem os agentes que acompanharam a visita informaram sobre essa limitação.

“Sem comunicação oficial, não existe como alegar descumprimento”, escreveu Nikolas, negando qualquer intenção de violar decisão judicial. A defesa tenta se apoiar na tese de que não dá para descumprir uma regra que você não conhece.

Disco riscado

Como era de se esperar, o aspirante a golpista atacou a Rede Globo, classificando a emissora como “patética” e alegando que as imagens foram obtidas de forma “clandestina” por meio de um drone.

“É uma violação grave de privacidade, totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o episódio “revela mais sobre a conduta invasiva da emissora do que sobre quem foi filmado”.

A estratégia é clara: transformar o acusado em vítima e desviar o foco da questão central.

O que Erika Hilton quer

Além da apreensão do celular de Nikolas, ela pede mandado de busca e apreensão, oitiva dos agentes presentes na visita e adoção de medidas cautelares contra o deputado.

O objetivo é claro: descobrir se houve mesmo articulação para ajudar Bolsonaro a fugir e, em caso positivo, responsabilizar todos os envolvidos.

Agora a bola está com Alexandre de Moraes, que deverá analisar o pedido de Erika Hilton nos próximos dias.

2 comentários para “Erika Hilton pede apreensão de celular de Nikolas por descumprir ordem judicial em visita a Bolsonaro”

  1. Perfeito os questionamentos da Deputada Erika 👏👏👏e este Deputado já passou da hora de ser expulso da Câmara 😎😎😎

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