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Justiça feita! Bolsonaro e a quadrilha de golpistas começam a cumprir pena: veja quem foi preso

Data: 25 de novembro de 2025

A notícia que o Brasil democrático esperava finalmente chegou. Nesta terça-feira (25), a Justiça começou a acertar as contas com a história, e a conta chegou para Jair Bolsonaro e seu séquito de generais e aliados golpistas. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, bateu o martelo e determinou o cumprimento imediato das penas dos condenados no núcleo central da trama golpista.

A democracia respirou fundo hoje. É um sopro de esperança para todos que lutaram e um recado claro: ninguém está acima da lei.

As portas da prisão se fecharam para as figuras que, por anos, flertaram com a ruptura democrática e trabalharam ativamente para implodir nossas instituições. Cada um foi despachado para um local diferente, numa logística que tenta, a todo custo, separar os líderes da quadrilha.

Veja para onde foi a escória golpista:

  • Jair Bolsonaro: O chefe do esquema permanece onde já estava, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A pena de 27 anos e três meses de prisão começa a ser contada agora.
  • Anderson Torres: O ex-ministro da Justiça que facilitou o quebra-quebra do 8 de janeiro foi enviado para a “Papudinha”, uma ala no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Uma pena de 24 anos.
  • Walter Souza Braga Netto: O general que sonhava em ser vice-presidente de um regime autoritário cumprirá seus 26 anos de pena na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
  • Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira: Os generais e ex-ministros que compunham o coro do golpe dividirão as instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília, para cumprir penas de 21 e 19 anos, respectivamente.
  • Almir Garnier Santos: O ex-comandante da Marinha, que segundo investigações era um dos mais exaltados pela ideia do golpe, ficará na Estação Rádio da Marinha, em Brasília, por 24 anos.

E, claro, não podemos esquecer de Alexandre Ramagem. O ex-chefe da ABIN paralela foi condenado a 16 anos e teve o mandato de deputado cassado. Mas, em um ato de covardia que já virou marca registrada do bolsonarismo, fugiu. Está foragido em Miami, nos Estados Unidos, rindo da cara da justiça brasileira.

Um respiro de alívio que vai além do 8 de janeiro

A prisão dessa cúpula não é apenas sobre a tentativa de golpe. É um acerto de contas simbólico com os anos de trevas que vivemos. É uma justiça, ainda que por tabela, pelas mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia por conta do negacionismo. É um alívio para as mulheres, a população LGBTQIAPN+, o povo negro e a população indígena, alvos constantes de um projeto de poder baseado no ódio e na destruição.

Durante quatro anos, assistimos a um ataque sistemático a tudo que construímos. Vimos o desmonte de políticas públicas, o avanço da fome, o desprezo pela ciência e pela vida. Ver os responsáveis por esse projeto autoritário finalmente atrás das grades é a prova de que a resistência valeu a pena.

Ainda há batalhas pela frente

A celebração é justa e necessária, mas o olhar crítico não pode tirar férias. Não podemos nos iludir. A luta está longe de terminar. A prisão é um passo fundamental, mas o bolsonarismo, como ideologia de extrema-direita, continua vivo e entrincheirado em diversas esferas da sociedade. A punição dos líderes é exemplar, mas a batalha contra o fascismo é diária.

Que este 25 de novembro fique marcado como o dia em que o Brasil disse, em alto e bom som, que não tolera golpistas. A democracia respirou hoje, mas a vigilância precisa ser eterna. Sem anistia, sempre.

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