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Desembargador federal é preso por vazar operação contra TH Joias, deputado ligado ao tráfico

Data: 16 de dezembro de 2025

Olha só que beleza: um desembargador federal sendo preso por avisar bandido que ia ser pego. Sim, vocês ouviram direito: um magistrado, desses que vestem toga preta e juram defender a Constituição, foi flagrado passando informação privilegiada para proteger um deputado que negociava arma para o Comando Vermelho. É o Brasil que a gente conhece, onde a Justiça às vezes trabalha para o lado errado da lei.

Macário Ramos Júdice Neto, desembargador do TRF-2, foi preso hoje de manhã na Barra da Tijuca pela segunda fase da Operação Unha e Carne. E aqui vem a ironia: foi exatamente esse mesmo Macário quem assinou o mandado de prisão do deputado TH Joias lá em setembro. O cara assina a ordem de prisão de manhã e à tarde liga avisando que a polícia tá chegando.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o desembargador estava jantando num restaurante com Rodrigo Bacellar, que era presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Ali mesmo, na mesa do restaurante, Bacellar ligou para TH Joias avisando que a operação estava rolando. E quem estava do lado dele, provavelmente sabendo de tudo? O próprio magistrado que tinha assinado a ordem.

Agora prestem atenção neste detalhe que mostra como essa turma se acha esperta: no celular do Bacellar, a PF encontrou mensagens trocadas com o desembargador. Ou seja, não foi só um papo de boteco não, tinha toda uma articulação por trás, um esquema montado para proteger quem estava negociando arma para facção criminosa.

E quem é esse TH Joias que merecia tanta proteção? Um deputado estadual acusado de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de ser o elo entre políticos e o Comando Vermelho. O cara assumiu mandato em junho e já estava sendo investigado por fornecer armamento pesado para uma das maiores organizações criminosas do país. É esse tipo de gente que alguns magistrados acham que merecem ser avisados quando a lei vai chegar.

O mais revoltante é descobrir que Macário já tinha histórico de irregularidades. Ficou quase 18 anos afastado por decisão do próprio tribunal. E mesmo assim continuou na ativa, continuou com poder de assinar mandados e decidir sobre a liberdade das pessoas.

A defesa do desembargador já veio com aquela ladainha de sempre: que Alexandre de Moraes foi “induzido a erro”, que não tiveram acesso à decisão, que querem exercer o contraditório.

Rodrigo Bacellar, que já tinha sido preso na primeira fase e foi solto pelo plenário da Alerj, agora é alvo de busca novamente. O cara pediu licença do mandato um dia depois de ser solto.

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